A dívida do Corinthians aumentou de forma significativa nos últimos 11 meses. De acordo com levantamento divulgado pelo ge, o déficit do clube alvinegro cresceu com os números registrados até novembro de 2025, atingindo R$ 247,8 milhões no período e fazendo a dívida total alcançar, pela primeira vez, a marca de R$ 2,8 bilhões.
Entre janeiro e novembro, o Corinthians registrou R$ 665,389 milhões em receitas líquidas, contra R$ 715,245 milhões em despesas líquidas. No mesmo intervalo, o clube obteve R$ 89,145 milhões em resultado líquido com a venda de atletas, valor que ajudou a amenizar parcialmente o impacto do desequilíbrio financeiro.
Mesmo com esse reforço no caixa proveniente das negociações de jogadores, o cenário segue preocupante. No orçamento para 2026, a diretoria estimou encerrar o ano anterior com um déficit de R$ 272 milhões ,o pior resultado financeiro da história do clube.
Os números evidenciam a dificuldade do Corinthians em equilibrar suas contas, com despesas superando receitas de forma recorrente e uma dependência crescente das vendas de atletas para reduzir o impacto negativo no caixa.
Dentro de campo, porém, o Corinthians viveu um momento positivo na temporada passada, com as conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Já em 2026, sob o comando do técnico Dorival Júnior, a equipe ocupa a quarta colocação do Campeonato Paulista, com oito pontos, e segue na luta pelo 32º título estadual de sua história.
O contraste entre o bom desempenho esportivo e a delicada situação financeira reforça o desafio da atual gestão: manter a competitividade dentro das quatro linhas sem comprometer ainda mais a sustentabilidade econômica do clube. A diretoria enfrenta a missão de buscar resultados esportivos enquanto tenta implementar medidas para conter o crescimento da dívida e reequilibrar as finanças do Timão.





