Aposta Esportiva

EUA acusam 26 pessoas em esquema de manipulação de partidas de basquete

Caso envolve atletas universitários da NCAA, partidas na China e ex-jogadores da NBA

Foto: Divulgação/NCAA

16 de janeiro de 2026

3 minutos de Leitura

Procuradores federais norte-americanos formalizaram, na última quinta-feira (15), acusações contra 26 pessoas suspeitas de integrar um esquema internacional de manipulação de resultados em jogos de basquete. O inquérito abrange desde competições da NCAA, a principal liga universitária dos Estados Unidos, até partidas da Associação Chinesa de Basquete (CBA).

Entre os acusados está Antonio Blakeney, ex-jogador do Chicago Bulls, apontado por atuar em conluio com apostadores para manipular partidas na China durante a temporada 2022/2023. Segundo a denúncia, o sucesso do esquema na liga chinesa motivou a expansão para a NCAA, envolvendo mais de 39 atletas de 17 equipes e afetando ao menos 29 jogos.

O grupo teria recrutado jogadores universitários com menor visibilidade, oferecendo entre US$ 10 mil e US$ 30 mil por partida para garantir que os times não cobririam spreads específicos ou manipulassem o placar final. As acusações incluem suborno esportivo, conspiração para fraude eletrônica e outros crimes federais.

“As consequências aqui são muito maiores do que qualquer coisa em um bilhete de aposta. As acusações criminais que apresentamos alegam corrupção criminosa no esporte universitário por meio de uma conspiração internacional envolvendo jogadores, ex-alunos e apostadores profissionais da NCAA”, disse o procurador federal David Metcalf.

A investigação, conduzida em conjunto com o FBI, durou dois anos e utilizou trabalho de inteligência detalhado.

“Que isso sirva de alerta para atletas profissionais e universitários, e para qualquer pessoa que tente manipulá-los: não há para onde fugir. O ganho a curto prazo nunca compensará a perda a longo prazo”, comentou Wayne Jacobs, agente especial do FBI na Filadélfia.

Dois dos réus, Shane Hennen e Marves Fairley, já eram considerados apostadores de alto risco. Hennen já havia sido citado em esquemas de apostas na NBA. Após as denúncias, atletas ainda em atividade, como Simeon Cottle (Kennesaw State) e Carlos Hart (Eastern Michigan), foram suspensos pelas universidades.

O presidente da NCAA, Charlie Baker, informou que a entidade colaborou integralmente com as autoridades e iniciou processos internos para punir esportivamente os envolvidos.

“Graças à colaboração proveitosa e aos órgãos reguladores do setor, concluímos ou iniciamos investigações sobre quase todas as equipes indiciadas hoje”, finalizou Baker.

Investigações prévias já haviam identificado pelo menos 11 jogadores universitários masculinos que apostaram em seus próprios desempenhos, compartilharam informações confidenciais ou manipularam resultados de partidas.

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