Nesta sexta-feira (23), a Ferrari apresentou o SF-26, o carro que será utilizado pela escuderia na temporada 2026 da Fórmula 1. O modelo será conduzido por Lewis Hamilton e Charles Leclerc, que seguem como a dupla da equipe para o próximo campeonato que vai começar oficialmente no dia 8 de Março, no GP da Austrália.
O SF-26 mantém o tradicional vermelho que historicamente identifica a escuderia na categoria, preservando a identidade visual da equipe enquanto inicia um novo ciclo técnico na F1.
Os dois pilotos voltam a dividir a garagem da Ferrari pelo segundo ano consecutivo, repetindo uma parceria que, em sua temporada inicial, não alcançou os resultados projetados.
Em 2025, Hamilton chegou à equipe para ocupar o lugar deixado por Carlos Sainz, cercado pela expectativa de que sua experiência pudesse se refletir em desempenho mais consistente ao longo do ano. No entanto, o heptacampeão encerrou a temporada sem vitórias. Leclerc também não venceu, mas conseguiu subir ao pódio em sete oportunidades.
Ao fim do campeonato, a Ferrari terminou na quarta posição entre os construtores, atrás da campeã McLaren, da Mercedes, vice-colocada, e da Red Bull Racing (RBR), que fechou em terceiro.
A equipe italiana, porém, trabalha com a perspectiva de um cenário diferente em 2026. Durante o último ano, Hamilton esteve envolvido diretamente em análises técnicas, elaborando relatórios com apontamentos sobre limitações do carro anterior e possíveis soluções para o projeto seguinte. Esse processo também resultou em mudanças internas importantes, com o engenheiro Riccardo Adami sendo deslocado para outra função dentro da estrutura da equipe. Um novo nome para atuar ao lado dos pilotos ainda será definido pela Ferrari.
Além das alterações no quadro técnico, as atenções da escuderia estão voltadas para o novo regulamento da Fórmula 1, que entrará em vigor em 2026. O conjunto de normas representa uma oportunidade para redefinir forças no grid e pode influenciar diretamente o desempenho das equipes que melhor se adaptarem às exigências técnicas do novo ciclo.
A categoria passará a adotar regras diferentes tanto para os carros quanto para as unidades de potência, criando um cenário potencialmente mais equilibrado. Essa mudança abre espaço para a reorganização do campeonato e para o surgimento de novos protagonistas na disputa pelas primeiras posições, em um contexto recente marcado pelo domínio de McLaren e RBR.
A Ferrari aposta nesse ambiente de transição como uma chance concreta de reposicionar seu projeto esportivo e voltar a competir em um nível mais próximo da liderança.









