O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, anunciou a função que será exercida por Mário Bittencourt dentro da atual administração do clube. O ex-presidente tricolor passa a integrar formalmente a gestão, com atribuições definidas e atuação em diferentes áreas da instituição.
“O Mário vai ocupar o cargo de diretor geral do clube. Vai ajudar o futebol, Laranjeiras, esporte olímpico e todos os outros departamentos. Ele tem muita experiência, fez uma gestão muito bem sucedida e vai continuar nos ajudando bastante”, declarou Montenegro.
Mesmo após o fim de seu mandato, Mário Bittencourt participa das discussões estratégicas ao lado de Mattheus Montenegro, especialmente no planejamento voltado para a temporada de 2026. Essa colaboração se manteve ativa desde o início da nova gestão.
O ex-presidente segue envolvido nas conversas relacionadas à formação do elenco, agora com a participação direta do atual mandatário em todas as etapas do processo. A dinâmica interna de trabalho permanece a mesma, sem alterações nos métodos que já vinham sendo adotados pelo departamento de futebol.
Desde que assumiu a presidência, no dia 19 de dezembro, Montenegro deixou claro que não pretendia promover rupturas na condução do futebol profissional. A ideia sempre foi preservar a estrutura existente, mantendo pessoas e processos que já faziam parte do dia a dia da instituição.
O Fluminense vai virar SAF?
Essa linha de continuidade se reflete também nas decisões institucionais mais amplas, incluindo discussões estruturais sobre o futuro do Fluminense. Nesse contexto, o debate sobre a possível adoção do modelo de SAF continua presente e deve avançar ao longo de 2026.
No ano passado, o Tricolor das Laranjeiras recebeu uma proposta da Lazuli Partners/LZ Sports que prevê um aporte inicial de R$ 500 milhões. Desse total, R$ 250 milhões seriam investidos no momento da assinatura do acordo, enquanto os outros R$ 250 milhões estão previstos para serem aportados em até 24 meses.
No mercado, a SAF é vista como um modelo capaz de atrair investimentos externos e implementar práticas de gestão empresarial no futebol. No caso do Fluminense, porém, qualquer avanço seguirá condicionado ao andamento das medidas de reorganização financeira adotadas pelo clube.
Mesmo com eventual aprovação dos sócios em assembleia, a concretização da SAF não é tratada como imediata. A expectativa é que o processo, caso avance, seja iniciado apenas nos primeiros meses de 2026, com uma transição gradual de ativos e responsabilidades.





