O futebol brasileiro também vive seus ciclos de transformação fora das quatro linhas. Assim como empresas reformulam marcas para se adequar a novos momentos de mercado, clubes e ligas passam por processos de rebranding para refletir mudanças estratégicas, de gestão e de ambição.
É nesse contexto que a Liga Forte União passa a se chamar FFU (Futebol Forte União). A alteração não é apenas estética, a nova marca simboliza uma etapa de maior maturidade institucional, com foco claro na geração de valor coletivo e no fortalecimento do grupo frente a um mercado de direitos de transmissão cada vez mais competitivo.
“Entendemos essa nova etapa como uma evolução natural do projeto. Entramos em uma fase de maior maturidade institucional, com governança mais robusta e uma atuação estratégica voltada à geração de valor de longo prazo para os clubes”, disse Marcelo Paz, Presidente da FFU.
Os números ajudam a justificar a mudança. No último ciclo de negociações, ainda sob a sigla LFU, a liga registrou um acréscimo de R$ 460 milhões na distribuição de receitas de direitos de TV aos clubes em comparação com 2024.
“Os resultados apresentados mostram uma transformação concreta. Avançamos em equilíbrio, com uma distribuição mais justa e sustentável alinhado às melhores práticas do futebol mundial”, completou Paz.
Mais do que o montante total, o dado que chama atenção é o crescimento médio: cada clube teve um aumento de 55% na receita proveniente das transmissões, um salto relevante em um cenário historicamente desigual.
Atualmente, a FFU reúne dez clubes da Série A: Corinthians, Internacional, Cruzeiro, Fluminense, Vasco, Botafogo, Mirassol, Athletico-PR, Coritiba e Chapecoense. O bloco também marca presença forte nas divisões inferiores, com um grupo numeroso que inclui, entre outros, América-MG, Atlético-GO, Cuiabá, Sport, Fortaleza, Ceará, Goiás, Ponte Preta e Botafogo-SP.
Com uma nova identidade e resultados financeiros expressivos, a entidade busca se consolidar como um dos principais atores na reorganização econômica do futebol nacional, apostando em união, escala e profissionalização para ampliar receitas e reduzir distâncias entre os clubes.





