A Nike não exibirá um comercial durante o Super Bowl 60, marcado o dia 8 de fevereiro. A informação foi confirmada pela própria companhia à Adweek, encerrando as especulações sobre a presença da marca no evento publicitário mais valioso do calendário esportivo global.
A ausência chama atenção porque acontece apenas um ano depois do retorno da Nike ao Super Bowl, após um hiato de 27 anos. Em 2025, a marca exibiu o filme “So Win”, criado pela Wieden+Kennedy Portland, que foi amplamente elogiado por colocar atletas mulheres no centro de uma vitrine tradicionalmente dominada por narrativas masculinas.
Na ocasião, o comercial destacou nomes como Caitlin Clark, A’ja Wilson e Sha’Carri Richardson e foi considerado um dos grandes destaques criativos do Super Bowl 59. O impacto foi tamanho que o swoosh da Nike acabou sendo a marca mais exibida na transmissão, mesmo em meio a dezenas de anunciantes.
Apesar de não investir em um espaço publicitário na transmissão da NBC em 2026, cujo custo gira em torno de US$ 8 milhões por 30 segundos, a Nike seguirá com presença relevante no campo. A empresa continua sendo a fornecedora exclusiva de uniformes, materiais de treino, roupas de aquecimento e vestuário de base das 32 franquias da NFL.
Reposicionamento estratégico da marca
A escolha está alinhada a um movimento mais amplo de reestruturação da Nike, que busca reverter anos de crescimento mais lento e fortalecer novamente sua marca principal. Nos bastidores, a companhia vem reduzindo o foco em campanhas de lifestyle para concentrar esforços em performance esportiva, dentro de uma estratégia batizada de “Sport Offense”.
Em dezembro, pouco mais de um ano após assumir o cargo de CEO, Elliott Hill afirmou a investidores que a empresa está “no meio do processo de retomada”. Segundo ele, o plano passa por reforçar diferenciação em esportes-chave como corrida, treinamento e basquete.
Essa abordagem já se materializou em campanhas recentes, como “Too Easy”, produção musical da Jordan Brand estrelada por atletas da NBA e da WNBA, além de uma atualização da icônica assinatura “Just Do It”, agora direcionada a uma geração mais jovem de esportistas.
Os primeiros sinais de recuperação começam a aparecer. A Nike registrou crescimento de 1% na receita anual, alcançando US$ 12,4 bilhões no último período reportado.
Durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre, Hill também indicou que a empresa se prepara para realizar “investimentos significativos” no futebol, de olho na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.





