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Renovação da superlicença a pilotos da Fórmula 1 pode ultrapassar R$ 6 milhões

Documento é obrigatório para competir na categoria e tem valor atrelado ao desempenho

Foto: Reuters/Jean Carniel

11 de janeiro de 2026

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Para competir na Fórmula 1, não basta apenas ter contrato com uma equipe. Todos os pilotos do grid precisam possuir a chamada superlicença, credencial concedida pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) que confirma que o competidor está apto a atuar no mais alto nível do automobilismo mundial. Esse documento não é permanente e precisa ser validado novamente a cada novo campeonato, o que obriga todos os nomes da categoria a passarem por um processo anual de renovação.

No caso de Lando Norris, atual campeão e representante da McLaren, a autorização para disputar a temporada de 2026 envolve um custo que supera a marca de € 1 milhão, segundo informações publicadas pelo Motorsport. Embora o valor esteja diretamente ligado ao desempenho do piloto, o pagamento costuma ser assumido pelas equipes, e não pelos próprios competidores, prática comum dentro da estrutura financeira da F1.

O montante exigido pela FIA não é padronizado e varia conforme o histórico recente de cada piloto. Existe uma cobrança fixa aplicada a todos os inscritos, estabelecida em € 11,8 mil, valor que corresponde a R$ 74,3 mil na cotação atual. A partir desse ponto, o custo aumenta de acordo com o desempenho esportivo, já que cada ponto somado ao longo da temporada 2025 gera um acréscimo de € 2,3 mil, aproximadamente R$ 15 mil.

Com 423 pontos acumulados ao longo do campeonato, Norris atingiu um total aproximado de € 1 milhão no cálculo final da superlicença, o que equivale a R$ 6,4 milhões. Outro nome que ultrapassou a barreira de € 1 milhão foi Max Verstappen, vice-campeão pela RBR. No caso do holandês, o valor convertido para a moeda brasileira chega a R$ 6,3 milhões, refletindo também sua pontuação elevada ao longo do ano.

Entre os brasileiros, Gabriel Bortoleto terá um custo significativamente menor para a Audi. De acordo com a mesma publicação, o valor referente à sua renovação é de R$ 359,8 mil. Na última temporada pela Sauber, o piloto de 21 anos encerrou o campeonato com 19 pontos na 19ª posição.

Há ainda um grupo de pilotos que precisam arcar apenas com o valor mínimo estipulado. Quatro nomes se enquadram nessa situação, com cobrança restrita aos R$ 74,3 mil do valor-base. Dentre eles, apenas Franco Colapinto competiu na última temporada, encerrando sua participação sem pontuar pela Alpine. Também fazem parte dessa lista Sergio Pérez e Valtteri Bottas, que retornam à Fórmula 1 em 2026 pela Cadillac, além do estreante Arvid Lindblad.

Historicamente, o maior valor já registrado pertence a Max Verstappen, que desembolsou € 1,2 milhão em 2023 após uma temporada dominante, marcada por 575 pontos e o título mundial.

Valores das superlicenças da F1
Piloto | Valor (em reais) | Pontos em 2025
Lando Norris | R$ 6.430.022 | 423
Max Verstappen | R$ 6.399.972 | 421
Oscar Piastri | R$ 6.234.695 | 410
George Russell | R$ 4.867.407 | 319
Charles Leclerc | R$ 3.710.470 | 242
Lewis Hamilton | R$ 2.418.307 | 156
Andrea Kimi Antonelli | R$ 2.328.156 | 150
Alexander Albon | R$ 1.171.220 | 73
Carlos Sainz | R$ 1.035.994 | 64
Fernando Alonso | R$ 915.792 | 56
Isack Hadjar | R$ 840.544 | 51
Nico Hulkenberg | R$ 840.544 | 51
Oliver Bearman | R$ 690.314 | 41
Liam Lawson | R$ 645.246 | 38
Esteban Ocon | R$ 645.246 | 38
Lance Stroll | R$ 570.131 | 33
Pierre Gasly | R$ 404.878 | 22
Gabriel Bortoleto | R$ 359.809 | 19
Franco Colapinto | R$ 74.384 | 0
Arvid Lindblad | R$ 74.384 | –
Sergio Pérez | R$ 74.384 | –
Valtteri Bottas | R$ 74.384 | –

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