Indústria

Super Bowl 2026 impulsiona valores e eleva patamar do mercado publicitário

Comercial de 30 segundos atinge US$ 9 milhões, consolidando alta histórica nos preços

Foto: Kirby Lee-Imagn

27 de janeiro de 2026

3 minutos de Leitura

O Super Bowl LX, marcado para 8 de fevereiro, chega à edição de 2026 inserido em um contexto de forte valorização comercial. As negociações publicitárias começaram ainda em março de 2025, com a NBCUniversal, emissora detentora dos direitos de transmissão nos Estados Unidos, estruturando acordos antecipados para assegurar a presença das marcas no evento de maior audiência da televisão norte-americana. Desde o início, esse movimento já indicava um mercado aquecido e com forte disputa pelos espaços disponíveis.

A tabela praticada para um comercial nacional de 30 segundos girava em torno de US$ 7 milhões no início da negociações. Com o avanço das tratativas e o aumento da procura, esse patamar foi rapidamente superado. Hoje, a NBC passou a trabalhar com cifras próximas de US$ 9 milhões por uma única inserção no intervalo do jogo, segundo fontes do mercado ouvidas pelo AdAge.

Além do custo direto da veiculação, a estratégia comercial da NBCUniversal passou a incluir pacotes integrados entre diferentes propriedades do grupo.

Michael Magnusson, CEO da Pinnacle Advertising, informou que a emissora passou a adotar um modelo de exigência de match de investimento. Nesse formato, as marcas interessadas em anunciar no Super Bowl precisam igualar o aporte de US$ 9 milhões. O valor adicional é direcionado ao inventário publicitário dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, o que eleva de forma significativa o compromisso financeiro inicial dos anunciantes para cerca de US$ 18 milhões.

Evolução dos preços médios de um comercial do Super Bowl

O custo médio de um comercial de 30 segundos no Super Bowl apresentou uma trajetória consistente de alta ao longo dos últimos anos. O valor saiu de US$ 5,6 milhões em 2020, passou por US$ 5,5 milhões em 2021, US$ 6,5 milhões em 2022 e US$ 7 milhões em 2023 e 2024, chegou à faixa entre US$ 7 e US$ 7,5 milhões em 2025 e atingiu os US$ 9 milhões projetados para 2026.

Considerando os valores atuais, cada segundo de exposição custa cerca de US$ 300 mil. A escassez de espaços disponíveis acelerou o ritmo das negociações, e todas as cotas da edição de 2026 foram comercializadas já em setembro de 2025.

A formação dos preços também passa pelo modelo de revezamento da NFL, que distribui os direitos de transmissão do Super Bowl entre CBS, Fox, NBC e ABC/ESPN. Na edição de 2025, a decisão foi exibida pela Fox, em um cenário marcado por forte apetite do mercado anunciante.

Na ocasião, a emissora informou ter gerado aproximadamente US$ 800 milhões em faturamento publicitário com o Super Bowl LIX, além de comercializar algumas cotas por valores próximos de US$ 8 milhões, contando com a participação de empresas como PepsiCo, Anheuser-Busch InBev, Instacart, Stellantis e Unilever.

Para a edição de 2026, a NBCUniversal indica que os principais aportes partem de marcas ligadas a bens de consumo, entretenimento, setor financeiro e bebidas alcoólicas. Ao mesmo tempo, a emissora aponta um avanço de 20% nos investimentos digitais associados ao evento e informa que 90% do inventário publicitário da temporada regular da NFL já foi vendido. Esse movimento reforça que o impacto comercial do Super Bowl se estende por todo o calendário da liga, e não se limita apenas ao jogo decisivo.

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