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Árbitros que comandam o Super Bowl conciliam a NFL com outros empregos

Mesmo no maior palco da NFL, árbitros dividem a arbitragem com outras profissões

Foto: Getty Images

04 de fevereiro de 2026

2 minutos de Leitura

O Super Bowl LX, entre o New England Patriots e Seattle Seahawks, marcado para o próximo domingo, 8 de fevereiro, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, promete ir muito além do espetáculo dentro de campo. Além da decisão e do tradicional show do intervalo, o duelo chama atenção por um aspecto pouco conhecido do público: a rotina profissional dos árbitros responsáveis por comandar a partida.

Diferentemente do que ocorre em outras grandes ligas esportivas, a National Football League (NFL) mantém uma característica incomum no esporte profissional. Seus juízes não atuam em tempo integral. Mesmo no maior palco da temporada, eles conciliam a arbitragem com outras carreiras, como investigadores, fisioterapeutas, professores, advogados e gestores.

O principal responsável por conduzir a partida foi o árbitro Shawn Smith, que, fora dos gramados, trabalha como gerente da filial de Detroit de uma empresa de seguros de saúde. Com anos de experiência na liga, ele foi escolhido após se destacar ao longo da temporada regular e dos playoffs, atingindo os mais altos índices de avaliação interna.

Ao seu lado, estiveram Roy Ellison (umpire), Dana McKenzie (down judge), Julian Mapp (line judge), Jason Ledet (field judge), Eugene Hall (side judge) e Greg Steed (back judge), formando a equipe principal responsável por aplicar as regras em campo.

A escolha dos árbitros para o Super Bowl é considerada o maior reconhecimento dentro da carreira na arbitragem da NFL. O processo é baseado em critérios rigorosos, que incluem desempenho técnico, preparo físico, postura profissional e avaliações semanais ao longo da temporada. Apenas os mais bem avaliados recebem a oportunidade de atuar na final.

Mesmo sem dedicação exclusiva, os juízes passam por uma rotina intensa de preparação, com treinamentos físicos, estudos de regras, análises de vídeo e acompanhamento psicológico. São dezenas de horas semanais dedicadas ao aperfeiçoamento, com o objetivo de manter o alto padrão exigido pela liga.

Assim, a final entre Patriots e Seahawks não foi apenas um duelo de estrelas dentro de campo, mas também um grande teste para uma arbitragem formada por profissionais discretos, altamente preparados e responsáveis por garantir a ordem e a credibilidade no maior espetáculo do futebol americano mundial.

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