Patrocínio

CBF amplia portfólio de patrocinadores e projeta até R$ 250 milhões adicionais em 2026

Recentemente, Uber, Volkswagen e iFood firmaram contratos com a entidade e associarão suas marcas à Seleção Brasileira durante à Copa do Mundo

Foto: Divulgação/ IFood e CBF

12 de fevereiro de 2026

3 minutos de Leitura

À medida que a Seleção Brasileira comandada pelo técnico Carlo Ancelotti direciona sua preparação para a Copa do Mundo, a CBF avança na formalização de acordos comerciais. Desde o fim da gestão de Ednaldo Rodrigues e a chegada de Samir Xaud à presidência, em maio do ano passado, a entidade atravessa um novo momento na área de negócios e intensifica a busca por parceiros. A projeção interna é que, somadas, as novas receitas possam alcançar até R$ 250 milhões em 2026.

Recentemente, três empresas oficializaram vínculo com a confederação: Uber e Volkswagen foram as primeiras a assinar contratos superiores a R$ 100 milhões anuais, e depois houve a entrada do iFood. As marcas terão logotipos associados à Seleção durante a disputa do Mundial de seleções.

A estratégia comercial não deve parar por aí. A CBF trabalha para anunciar mais duas companhias até o fim de fevereiro, sendo uma de grande porte no mercado nacional e outra com atuação global. Além delas, a intenção é confirmar ao menos mais uma parceria antes da estreia do time brasileiro na Copa, marcada para 13 de junho. O planejamento busca consolidar o portfólio de patrocinadores antes do início da competição.

Internamente, os novos contratos são interpretados não apenas pelo impacto financeiro, mas também como um indicativo de reposicionamento institucional. Há menos de um ano, Gol Linhas Aéreas, Mastercard, Pague Menos e TCL encerraram seus acordos com a confederação, em meio ao cenário político que resultou na saída de Ednaldo Rodrigues da presidência. O contexto atual, portanto, é visto como um movimento de reconstrução da relação com o mercado.

A comparação com ciclos anteriores reforça essa percepção. Na Copa de 2022, os valores envolvidos eram mais baixos e parte das parcerias previa permutas, sem aportes financeiros equivalentes aos atuais. A retomada do interesse comercial está inserida no que foi classificado como agenda de modernidade adotada nos últimos meses, segundo apuração da ESPN.

Desde a posse de Samir Xaud no lugar de Ednaldo, temas ligados à gestão e à estrutura do futebol passaram a ser priorizados. Entre as medidas implementadas estão o fair play financeiro, o uso do impedimento semiautomático, a profissionalização da arbitragem e ajustes no calendário. Para a direção da CBF, esse conjunto de ações sinaliza ao mercado uma fase distinta na condução do futebol brasileiro.

Nesse cenário, a presença de Carlo Ancelotti também é considerada parte do processo. O treinador italiano firmou acordo com a Ambev (Brahma) para participação em campanhas publicitárias antes do Mundial e tem representado a confederação em compromissos institucionais.

A entidade entende que a trajetória consolidada do técnico no futebol europeu contribui para reforçar a imagem de maior estabilidade e organização na seleção. Essa avaliação ganha peso após o período de mudanças frequentes no comando técnico, que contou com Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior.

Compartilhe
ver modal

Assine a newsletter do MKT