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CBF coloca em pauta debate sobre mudanças nos rebaixamentos do Brasileirão

Clubes foram informados de que tema será aprofundado em futuras reuniões

Foto: Divulgação/ CBF

06 de fevereiro de 2026

3 minutos de Leitura

Após iniciar o processo de profissionalização dos árbitros no Brasil e dar os primeiros passos do Fair Play Financeiro, a CBF pretende ampliar o debate sobre mudanças estruturais no Brasileirão, colocando em discussão a possibilidade de alterar o número de rebaixamentos e acessos.

A ideia passa a integrar a agenda da entidade como um dos próximos pontos de análise, e já começou a ser apresentada aos clubes como um assunto a ser amadurecido. Em reunião realizada na quinta-feira (4), as equipes da Série B foram informadas de que esse será um dos temas centrais nas próximas conversas conduzidas pela confederação.

A discussão sobre quantos times devem cair de divisão não é nova no futebol nacional e já é defendida por dirigentes da Série A ao longo dos últimos anos. O assunto, inclusive, já havia sido tratado em um encontro no ano passado, período em que Ednaldo Rodrigues ainda ocupava a presidência da CBF. Desde então, a pauta voltou a ganhar força, e a atual gestão sinalizou que pretende aprofundar o debate, com Samir Xaud indicando disposição para tratar do tema de forma mais direta.

Entre as propostas que circulam internamente, há grupos que defendem a redução de quatro para três clubes rebaixados na Série A, o que, por consequência, também diminuiria para três o número de equipes promovidas da Série B. Apesar das conversas iniciais, ainda não existe um calendário definido para novas reuniões, tampouco qualquer previsão de quando uma eventual mudança poderia ser colocada em prática.

O atual formato, com quatro rebaixamentos, está em vigor desde 2004, quando esse modelo foi adotado pela primeira vez no futebol brasileiro. O sistema de pontos corridos na Série A teve início em 2003, temporada em que apenas dois clubes foram rebaixados, enquanto a configuração com 20 participantes passou a ser definitiva a partir de 2006. Desde então, o desenho da competição se manteve estável, mesmo com discussões pontuais ao longo dos anos.

Além da questão dos rebaixamentos e acessos, a CBF também sinaliza que outros temas devem entrar na pauta de debates, como o uso de gramado sintético, e a possível revisão do limite de jogadores estrangeiros.

Atualmente, é permitido relacionar até nove atletas estrangeiros por partida. Nos últimos meses, porém, surgiram manifestações defendendo a redução desse limite, sob o entendimento de que a regra vigente pode afetar o desenvolvimento de jovens jogadores no futebol brasileiro.

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