A Confederação Brasileira de Futebol oficializou a formação de um grupo de trabalho voltado à análise e à proposição de mudanças nas categorias de base do futebol nacional. A iniciativa tem como foco revisar práticas, estruturas e regulamentos que impactam a formação de atletas no país.
A criação do colegiado integra um conjunto de medidas adotadas recentemente pela CBF. Entre elas estão os ajustes no calendário das competições masculina e feminina, a implementação do modelo de Fair Play Financeiro e a profissionalização da arbitragem
A nova frente terá como missão estruturar propostas para aperfeiçoar o sistema de desenvolvimento de jogadores e jogadoras em todas as regiões, buscando maior alinhamento com parâmetros internacionais. A ideia é apresentar sugestões tanto no campo normativo quanto institucional, com atenção à proteção dos direitos de formação, à sustentabilidade dos clubes formadores e à transparência dos processos.
“Cuidar da formação de jovens atletas é estratégico para o futuro do nosso esporte. É nos primeiros passos que se moldam talentos e valores. Estamos criando um novo grupo de trabalho dedicado a repensar e a fortalecer a base do futebol no país”, destacou o presidente da CBF, Samir Xaud, que assinou a portaria de criação do GT.
“Queremos construir um ambiente mais seguro, mais organizado e mais eficiente, capaz de preparar nossas crianças e adolescentes para uma trajetória sólida no esporte e, acima de tudo, para uma vida melhor. O Brasil sempre foi reconhecido por revelar talentos. Agora, queremos ser reconhecidos também pela qualidade do nosso processo de formação. Este é mais um passo importante na modernização do futebol brasileiro, um compromisso dessa gestão da CBF”, completou.
Assim como ocorreu em outras frentes recentes conduzidas pela entidade, como as discussões sobre arbitragem e Fair Play Financeiro, o novo grupo será estruturado de forma colaborativa.
A composição deverá reunir integrantes da própria CBF, além de representantes de federações estaduais e de clubes que disputam competições de base masculinas e femininas. Também participarão profissionais ligados à formação esportiva, à área educacional e consultores técnicos independentes.
A proposta é reunir diferentes perspectivas para construir um diagnóstico abrangente e sugestões aplicáveis à realidade do futebol brasileiro.
“O futuro do futebol brasileiro começa na base, e a CBF está assumindo, com responsabilidade e visão de longo prazo, o compromisso de construir esse futuro com mais estrutura, mais proteção e mais oportunidades para todos”, ressaltou Helder Melillo, diretor executivo da CBF.
Na etapa inicial, o grupo deverá mapear o atual formato das competições e os ciclos de formação nas categorias de base, tanto no masculino quanto no feminino. A partir desse levantamento, os integrantes irão discutir a conexão entre desenvolvimento esportivo e trajetória educacional, incluindo possíveis ajustes em calendário, faixas etárias e regulamentos.
Outro eixo previsto envolve a definição de parâmetros mínimos de infraestrutura e capacitação técnica, com ênfase no acompanhamento permanente, na qualidade do processo formativo e na segurança dos atletas. A proposta também busca fortalecer os clubes responsáveis pela formação.
“O novo grupo de trabalho das categorias de base também terá como missão proteger e fortalecer os clubes formadores. São eles que estão na ponta do processo, cuidando diariamente dos jovens que podem, um dia, vestir a camisa da Seleção Brasileira. Queremos formar mais jogadores e mantê-los no Brasil por mais tempo. Para isso, precisamos garantir que esses clubes tenham condições reais de desenvolver talentos. Só protegendo os clubes formadores vamos conseguir proteger nossos atletas”, acrescentou Helder.
A coordenação do GT ficará a cargo de Felipe Diego Barbosa Silva, que preside interinamente a Federação Norte-rio-grandense de Futebol, enquanto a relatoria será exercida por Helder Melillo, diretor executivo da CBF. Profissionais interessados em integrar o grupo poderão se manifestar até 23 de fevereiro.
A escolha dos participantes considerará critérios como representatividade regional, experiência comprovada na base e vínculo institucional com o setor. Após a definição dos nomes, o colegiado terá prazo de 90 dias para consolidar e apresentar a proposta final.





