Indústria

CBF propõe assumir custos da Série B e atrela benefício a novas regras de governança

Entidade planeja bancar despesas como arbitragem, VAR e logística, com contrapartida ligada a Fair Play Financeiro e gestão dos clubes

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

05 de fevereiro de 2026

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A Confederação Brasileira de Futebol prepara uma proposta para assumir despesas estruturais da Série B do Campeonato Brasileiro. A iniciativa envolve o custeio integral de itens como arbitragem, uso do VAR, controle antidoping e logística de deslocamento das delegações, hoje arcados diretamente pelos clubes.

O plano será apresentado aos 20 participantes da competição e prevê um aporte estimado em R$ 60 milhões ao longo da temporada. Em contrapartida, a CBF condiciona o benefício à adoção de novas diretrizes de gestão, com foco em governança e na implementação de regras de Fair Play Financeiro. O objetivo é induzir práticas mais sustentáveis e padronizadas entre as agremiações da segunda divisão.

O debate ocorre em um ambiente já tensionado por acordos comerciais vigentes. Um Memorando de Entendimentos (MOU) firmado por parte dos clubes da Série B prevê que, caso a CBF deixe de arcar com os custos fixos da competição, cerca de R$ 44 milhões seriam descontados dos repasses aos participantes. O montante seria direcionado para cobrir despesas operacionais do torneio, reduzindo diretamente a receita líquida dos clubes.

As exigências ainda estão em fase de definição e devem ser formalizadas em um regulamento específico, que será encaminhado aos clubes dentro de um prazo estabelecido pela entidade.

Caso as normas não sejam cumpridas, os valores bancados pela CBF poderão deixar de ser tratados como subsídio e passar a ser registrados como obrigação financeira dos clubes junto à confederação.

Na prática, isso significa que, em vez de terem despesas próximas de R$ 3 milhões absorvidas pela entidade, os clubes que descumprirem as regras poderão contabilizar esse montante como dívida.

A estratégia faz parte de um movimento mais amplo da CBF para reforçar mecanismos de controle econômico e reduzir riscos financeiros recorrentes no ambiente da Série B.

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