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Como o show do intervalo transformou-se no protagonista cultural do Super Bowl

Criado como atração simples em 1967, o halftime show virou fenômeno global e vitrine cultural

Foto: Getty Images

05 de fevereiro de 2026

3 minutos de Leitura

O Super Bowl LX, entre New England Patriots e Seattle Seahawks, marcado para o próximo domingo, 8 de fevereiro, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, promete ir muito além do espetáculo dentro de campo. Além da grande decisão da temporada da National Football League (NFL), um dos momentos mais aguardados do evento será o show do intervalo, que terá como atração principal o astro porto-riquenho Bad Bunny. A escolha do artista reforça a estratégia da liga de dialogar com públicos mais jovens e ampliar seu alcance global, gerando enorme expectativa entre fãs de música e futebol americano.

Atualmente considerado um dos maiores palcos do entretenimento mundial, o halftime show nem sempre teve esse status. Criado em 1967, na primeira edição do Super Bowl, o espetáculo tinha um formato simples, com apresentações de bandas marciais universitárias, fanfarras e números temáticos voltados apenas ao público presente no estádio. O objetivo era preencher o intervalo da partida, sem grandes ambições artísticas ou midiáticas.

Durante as décadas de 1970 e 1980, o foco permaneceu na tradição esportiva. Não havia grandes estrelas, produções sofisticadas ou repercussão internacional. Os shows tinham pouca visibilidade fora dos Estados Unidos e raramente chamavam a atenção da mídia global.

A grande transformação aconteceu em 1993, no Super Bowl XXVII, com a apresentação de Michael Jackson. Pela primeira vez, o intervalo foi planejado como um espetáculo televisivo, com coreografias elaboradas, efeitos visuais e uma performance pensada para milhões de espectadores. O impacto foi imediato: a audiência do show superou a do próprio jogo, marcando um ponto de virada definitivo na história do evento.

A partir daquele momento, o show do intervalo passou a ser tratado como um evento global, organizado com meses de antecedência e integrado à estratégia comercial e cultural da NFL. Desde então, o palco do Super Bowl recebeu algumas das maiores estrelas da música mundial, como Prince, Beyoncé, Rihanna, Madonna, Bruno Mars, Shakira, Jennifer Lopez, Usher e Kendrick Lamar, em apresentações que entraram para a história.

Com o passar dos anos, o intervalo deixou de ser apenas uma pausa no jogo e se consolidou como parte essencial da experiência do Super Bowl, movimentando a indústria do entretenimento, a publicidade e as redes sociais em escala global.

Criado como uma atração simples em 1967, o show do intervalo evoluiu ao longo das décadas até se tornar um dos maiores espetáculos ao vivo do planeta. A apresentação de Michael Jackson, em 1993, marcou o início dessa nova era, transformando o halftime show em um fenômeno cultural.

Agora, com Bad Bunny à frente do palco no Super Bowl LX, a tradição se renova mais uma vez, reforçando o evento como

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