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Copa do Brasil 2026 amplia alcance e distribui quase R$ 500 milhões em premiações

Competição terá 126 clubes, novo formato de fases e campeão pode faturar até R$ 99,25 milhões

Premiação da Copa do Brasil 2026

05 de fevereiro de 2026

3 minutos de Leitura

A Confederação Brasileira de Futebol definiu os parâmetros financeiros da Copa do Brasil 2026, que chega com números recordes e um formato ampliado. Ao todo, a competição reunirá 126 clubes e colocará em circulação cerca de R$ 500 milhões em premiações ao longo do torneio, reforçando o peso econômico do campeonato no calendário nacional.

O valor máximo a ser alcançado por um clube ao longo da campanha pode chegar a R$ 99,25 milhões, dependendo do ponto de entrada na competição e do desempenho até a final. A estrutura da edição de 2026 foi ajustada com a inclusão de duas fases adicionais, o que alterou diretamente o momento de estreia dos times da Série A, agora programados apenas para a quinta fase.

Com essa mudança, as equipes da elite do futebol brasileiro passam a disputar menos jogos, mas também reduzem o potencial acumulado de receitas. Um clube da Série A que entre na quinta fase e conquiste o título poderá somar até R$ 96 milhões, valor abaixo do que foi arrecadado pelo Corinthians na edição de 2025, quando o clube iniciou sua trajetória na terceira fase e encerrou o torneio com cerca de R$ 97 milhões em premiação.

A distribuição dos valores segue a lógica de grupos definidos pela divisão nacional e pelo ranking da CBF. Na primeira fase, os 28 clubes com pior colocação no ranking, classificados no Grupo I, recebem R$ 400 mil cada. Na segunda fase, os valores avançam para R$ 1,38 milhão para equipes da Série B (Grupo I) e R$ 830 mil para clubes das Séries C, D e demais participantes (Grupo II).

Na terceira fase, a premiação passa a ser de R$ 1,53 milhão para os clubes do Grupo I e R$ 950 mil para os do Grupo II. A quarta fase eleva esses números para R$ 1,68 milhão e R$ 1,07 milhão, respectivamente. A partir da quinta fase, quando os times da Série A entram em campo, o valor se uniformiza: todos os clubes recebem R$ 2 milhões por participação.

Nas fases decisivas, a disparidade financeira se acentua. O vice-campeão da Copa do Brasil 2026 garantirá R$ 34 milhões, enquanto o vencedor embolsará R$ 78 milhões apenas pela final. Somados aos valores acumulados desde as fases iniciais, o campeão pode alcançar o patamar máximo de R$ 99,25 milhões.

O calendário também já foi definido. A competição começa em 18 de fevereiro, com os confrontos da primeira fase, e será encerrada em 6 de dezembro, em uma final disputada em jogo único, mantendo o modelo adotado nas últimas edições.

Alguns clubes já têm presença assegurada em fases mais avançadas. O Paysandu, campeão da Copa Verde de 2025, e o Barra-SC, vencedor da Série D, entram diretamente na terceira fase. O Confiança, vice-campeão da Copa do Nordeste de 2025, também inicia sua participação nessa etapa, herdando a vaga do Bahia.

A distribuição regional mostra a amplitude do torneio. O estado de São Paulo contará com 13 representantes: Velo Clube e Primavera começam na primeira fase; São Bernardo, Novorizontino, Guarani e Portuguesa entram na segunda; a Ponte Preta, campeã da Série C, estreia na terceira; enquanto Palmeiras, Mirassol, São Paulo, Red Bull Bragantino, Santos e Corinthians só aparecem a partir da quinta fase.

O Rio de Janeiro terá 10 clubes no total. Sampaio Corrêa-RJ e Madureira iniciam na primeira fase; Volta Redonda, Nova Iguaçu, Boavista-RJ e Portuguesa-RJ entram na segunda; e Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco aguardam a quinta fase. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná aparecem na sequência, com sete representantes cada.

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