A gestora da MotoGP vive um momento de profunda reformulação institucional às vésperas de uma nova edição da categoria. Após a conclusão da compra de 84% da Dorna Sports pela Liberty Media por € 3,1 bilhões, o processo de reestruturação segue avançando e agora inclui até mesmo a mudança do nome da empresa.
Segundo registros publicados no Diário Oficial do Registro Mercantil da Espanha (BORME), a antiga Dorna Sports passou oficialmente a se chamar MotoGP Sports Entertainment SL, encerrando um ciclo de mais de três décadas sob a denominação.
A alteração da razão social veio acompanhada de novas mudanças na representação administrativa da companhia. Foram revogadas as nomeações de Pablo González Mosqueira, Juan Sánchez Alférez e Pablo Matesanz Rodríguez, que atuavam como representantes legais da empresa. Os três tinham vínculos com áreas jurídicas e financeiras, incluindo o escritório Pérez-Llorca e o banco de investimento Beka.
Para ocupar o posto, a empresa nomeou María Dolores Priego Luque, associada sênior do Departamento de Direito Comercial do escritório Garrigues, em Madri, reforçando a presença de um novo perfil jurídico no comando da organização.
Essas movimentações se somam a uma série de ajustes promovidos desde a consolidação do negócio com a Liberty Media. Em janeiro, foram oficializadas as nomeações de Martin Edward Patterson como vice-presidente, além de Ildefonso Polo del Mármol e Oriol Abad Vela como secretários-adjuntos não integrantes do conselho administrativo.
Na mesma ocasião, a empresa também confirmou a saída de Lucía Rodríguez Pérez e Borja María Gil Casares Milans Bosch, que ocupavam, respectivamente, os cargos de secretária e secretário-adjunto não membros do conselho. Ambos haviam sido nomeados apenas três meses antes, em outubro.
O mês de outubro do ano passado, marcou um dos períodos mais intensos de reestruturação da então Dorna Sports, com dez desligamentos e nove novas nomeações. Entre as mudanças mais relevantes estiveram as saídas formais de Carmelo Ezpeleta, CEO da companhia desde 1998, e de Enrique Aldama, diretor financeiro.
Apesar disso, ambos permaneceram como membros do conselho administrativo, garantindo continuidade estratégica em meio às transformações.





