O Grêmio intensificou as conversas para a venda do patrocínio máster e de outros espaços do uniforme, movimento que já atraiu o interesse de ao menos cinco empresas. As negociações não se limitam apenas à camisa, já que o clube estruturou um pacote mais amplo, que inclui os naming rights da Arena e abre a possibilidade de exploração comercial dos centros de treinamento do elenco profissional e das categorias de base.
A estratégia busca reunir diferentes marcas em um mesmo projeto, com a chance de uma única empresa assumir tanto o espaço principal da camisa quanto o direito de nomear o estádio, algo que nunca foi comercializado pelo Tricolor Gaúcho.
A diretoria trabalha com a ideia de distribuir as oportunidades de forma equilibrada entre os interessados. Empresas que inicialmente procuraram o patrocínio máster podem ser direcionadas para outros espaços do uniforme, conforme o encaixe comercial. Esse modelo ajuda a explicar por que as tratativas avançam de forma gradual, já que o Grêmio conduz simultaneamente negociações em várias frentes de receita, e não apenas uma propriedade isolada.
Paralelamente a esse processo, o clube se prepara para lançar um novo uniforme em março, marcando o início da parceria com a New Balance, que assume o fornecimento de material esportivo após o término do contrato com a Umbro. A expectativa interna é de que a nova camisa já apresente mudanças no quadro de patrocinadores, com a busca por marcas sendo coordenada diretamente pelo CEO Alex Leitão.
Desde dezembro, o Grêmio está sem patrocínio máster no uniforme, data que marcou o fim do acordo com a Energia Bet, válido apenas para os dois últimos jogos da temporada. Antes disso, o espaço central da camisa era ocupado pela Alfa Bet, em um contrato que previa cerca de R$ 50 milhões por ano.
O vínculo com a empresa de apostas foi rompido após o atraso de três parcelas, somando aproximadamente R$ 12 milhões em débitos. O contrato, que tinha duração prevista de três temporadas, foi encerrado antes mesmo de completar o primeiro ano. Atualmente, o clube cobra na Justiça cerca de R$ 29 milhões da Alfa, que chegou a tentar um acordo, mas teve a proposta recusada.
A gestão anterior deixou o uniforme com marcas em espaços secundários, onde permanece a Tintas Coral no escudeto, e com Unimed e Banrisul nas costas. Permaneceram vagos o patrocínio máster, o centro do abdômen, as mangas e a região do omoplata.
Até o ano passado, o Grêmio também não podia negociar os naming rights da Arena por não ter a gestão do estádio. Já no CT Luiz Carvalho, utilizado pelo time profissional, existem placas publicitárias ao redor dos campos, mas a ideia é ampliar essa exploração, incluindo ativações comerciais em períodos de pré-temporada e até a venda do nome do próprio centro de treinamento.







