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Kalshi supera US$ 1 bilhão em negociações no dia do Super Bowl LX

Volume movimentado na final da NFL cresce 2.700% em um ano e expõe força – e desafios – do modelo de mercados de previsão

Super Bowl LX bate recordes históricos de audiência na NBC e impulsiona números globais do show de Bad Bunny

12 de fevereiro de 2026

3 minutos de Leitura

A realização do Super Bowl LX, no último domingo, impulsionou a atividade da Kalshi a um patamar inédito. A plataforma de mercados de previsão informou ter ultrapassado US$ 1 bilhão em contratos negociados em apenas 24 horas durante a decisão da NFL entre Seattle Seahawks e New England Patriots.

Em entrevista à CNBC, o diretor-executivo da empresa, Tarek Mansour, afirmou que o desempenho representa uma alta de 2.700% em relação ao mesmo evento na temporada anterior. Para a companhia, o resultado reforça a atratividade do formato e a capacidade de ganhar escala mesmo sem presença tradicional em propriedades esportivas.

Segundo Mansour, a data serviu como demonstração de que é possível competir pela atenção do torcedor em um dos maiores espetáculos do calendário mundial sem acordos de patrocínio ou ativações diretas ligadas à liga.

Parte relevante do dinheiro negociado teve ligação com o show do intervalo, liderado por Bad Bunny. Apenas os contratos sobre qual música abriria a apresentação superaram US$ 100 milhões. Já as previsões relacionadas a eventuais convidados no palco movimentaram mais de US$ 45 milhões.

A procura intensa, contudo, pressionou a infraestrutura da operação. Usuários relataram lentidão em depósitos ao longo da noite, reflexo do pico de acessos. A empresa declarou que a situação foi normalizada e que todos os valores foram processados.

O recorde acontece em meio a um cenário delicado para o segmento. No início do ano, tanto a NFL quanto o PGA Tour mantiveram restrições à associação comercial com companhias de mercados de previsão, o que limita a inserção dessas plataformas em inventários publicitários das competições.

Diferentemente das apostas esportivas convencionais, em que o cliente enfrenta a casa a partir de cotações determinadas pela operadora, o sistema da Kalshi funciona de maneira parecida com o mercado financeiro. Os participantes compram e vendem contratos que refletem a chance de determinado fato ocorrer, e os preços variam conforme novas informações e o comportamento coletivo.

Outra distinção importante está no ambiente regulatório. Empresas desse tipo operam sob fiscalização federal, e não pelas regras estaduais voltadas ao jogo, o que permite oferecer produtos em locais onde as apostas esportivas ainda não estão liberadas.

Com o volume alcançado no Super Bowl, a Kalshi reforça a ambição de se consolidar como alternativa relevante dentro do entretenimento esportivo, mesmo enfrentando barreiras institucionais para se aproximar oficialmente das ligas.

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