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Laila Edwards faz história e quebra barreiras no hóquei olímpico dos EUA

Atacante se torna a primeira mulher negra no time olímpico dos EUA e vira símbolo de representatividade no esporte

Foto: Getty Images

05 de fevereiro de 2026

2 minutos de Leitura

Aos 22 anos, Laila Edwards fez história ao se tornar a primeira mulher negra a atuar pelo time olímpico de hóquei no gelo dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, 28 anos depois da estreia do esporte feminino na Olimpíada, em 1998.

De acordo com o The Athletic, a conquista representa um marco importante para uma modalidade que ainda enfrenta desafios em relação à diversidade. A presença de Laila na seleção vai além do desempenho dentro do gelo e se torna símbolo de representatividade e inspiração para meninas negras que sonham em seguir carreira no hóquei.

Antes de chegar aos Jogos, Edwards construiu uma trajetória de destaque. Em 2023, tornou-se a primeira mulher negra a defender a seleção principal dos Estados Unidos em competições internacionais. No ano seguinte, foi eleita a MVP mais jovem do Campeonato Mundial Feminino. Já em 2025, conquistou a medalha de ouro com a equipe americana.

Com velocidade, força física e bom poder de finalização, a atacante se firmou como uma das principais jogadoras da equipe. Dentro de quadra, é vista como peça fundamental. Fora dela, é reconhecida pelo impacto social que vem construindo.

Em entrevistas, Laila destacou o orgulho de representar seu país e a responsabilidade que carrega. “Quero que meninas que se parecem comigo saibam que esse espaço também é delas”, afirmou.

O feito da atleta ganha ainda mais relevância em um cenário historicamente dominado pelo Canadá, campeão em cinco edições olímpicas desde 1998, incluindo os Jogos de 2022, em Pequim.

A estreia dos Estados Unidos no torneio feminino acontece no dia 5 de fevereiro, antes mesmo da cerimônia oficial de abertura. O primeiro compromisso será contra a República Tcheca, pela fase de grupos.

Mais do que buscar medalhas, Laila Edwards representa renovação e mudança no hóquei feminino. Sua trajetória reforça que o esporte pode ser mais inclusivo e acessível para as próximas gerações.

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