A Globo Ads divulgou um levantamento sobre futebol feminino que traz sinais relevantes para o mercado. Para 43% dos entrevistados, as marcas que investem no setor demonstram compromisso efetivo com o desenvolvimento do esporte, associando esse movimento à promoção da igualdade de gênero e da diversidade. Apenas 22% interpretam essas iniciativas como mera obrigação institucional ou adesão pontual a uma tendência.
O estudo também revela expectativa por maior participação do setor privado: 85% defendem que as empresas ampliem os patrocínios no futebol feminino, enquanto 78% enxergam um espaço comercial ainda subaproveitado. Além disso, 38% já compreendem esse apoio como estratégia alinhada a oportunidades de expansão de mercado, sem que isso descaracterize o viés de compromisso social.

Apesar do cenário positivo, o avanço da modalidade ainda convive com resistências. Segundo a pesquisa, 79% do público geral reconhece algum grau de preconceito em relação ao futebol feminino. Em contrapartida, o esporte é amplamente associado a atributos como inspiração, energia e dinamismo, sobretudo entre as mulheres. A diferença de percepção é mais evidente no quesito “agilidade”: 72% do público feminino relaciona essa característica ao jogo, frente a 42% dos homens.
Os dados se inserem em um contexto de crescimento concreto da audiência. Em 2025, as transmissões do futebol feminino alcançaram 50 milhões de pessoas na TV Globo, com aumento de 15% na audiência da emissora e de 28% no Sportv. As grandes finais concentraram o maior interesse, registrando ocupação superior a 90% nos estádios, indicativo de que o engajamento do público ultrapassa o discurso e se converte em consumo efetivo.
Entre os que acompanham a modalidade, 48% têm entre 18 e 34 anos, 45% pertencem às classes AB, 54% são mulheres e 68% consomem os jogos pela TV aberta.





