A menos de três meses da convocação para a Copa do Mundo, a presença midiática de Neymar Jr. continua sendo intensa. Porém, a realidade matemática de sua marca, analisada pelo CelebScore do IBOPE Repucom, revela que a relevância do atleta permanece sólida, independentemente das crises recentes.
O estudo, que mede percepção, atributos e atenção de celebridades no Brasil, confirma que Neymar segue como um ativo estratégico para marcas e mídia.
O levantamento mostrou que Neymar não é apenas um nome reconhecido: ele funciona como uma verdadeira infraestrutura cultural de atenção. Com índice de conhecimento superior a 98 pontos, o atacante é a terceira personalidade mais conhecida do país, atrás apenas de Pelé e Silvio Santos. O desconhecimento sobre ele é estatisticamente insignificante, reforçando a força estrutural de sua marca.
Além do reconhecimento, o CelebScore destacou a antifragilidade de Neymar. Ao analisar 25 atributos distribuídos entre estética, comportamento, estilo de vida e influência, o craque alcançou 79,6 pontos, liderando entre atletas em atividade e superando nomes como Vinícius Júnior, Ronaldo Nazário e Gabriel Medina. Desde o ponto mais baixo de sua imagem após a Copa de 2018, Neymar não apenas se recuperou, como mantém sua pontuação acima da média histórica, mostrando resiliência frente a crises e mantendo alto valor de mercado.
Outro aspecto que se destaca é o monopólio da atenção do público. Cruzando o CelebScore com o índice de “interesse de momento”, Neymar soma 140 pontos, liderando com folga entre os atletas masculinos do futebol nacional. Apenas 18% da população conectada não presta atenção ao jogador, enquanto 6 em cada 10 brasileiros se identificam como fãs ou demonstram interesse ativo em acompanhar sua trajetória.
A análise também revelou uma assimetria demográfica que tem implicações estratégicas para marcas. Mulheres avaliam Neymar de forma superior aos homens em 24 dos 25 atributos, enquanto os homens lideram apenas no quesito “querer ser ou atuar como ele”. Quanto à faixa etária, a Geração Z (18-29 anos) sustenta as notas mais altas em estética e comportamento, enquanto Millennials e geração X (30-54 anos) consolidam sua autoridade em estilo de vida e influência. O público acima de 55 anos apresenta desconexão com o ativo, destacando a concentração de interesse entre as gerações mais jovens e economicamente ativas.
O estudo do IBOPE Repucom deixa claro que, mesmo em um contexto de intensa cobertura midiática e eventual polêmica, Neymar Jr. segue sendo um ativo seguro para o engajamento de fãs e a construção de valor de marca. A sua presença não é apenas simbólica: é estratégica, mensurável e resiliente, consolidando-o como um dos nomes mais relevantes do esporte brasileiro e mundial.






