Inovação

Nova regra da FIFA pode mudar dinâmica dos jogos e combater a “cera” no futebol

A entidade defende que jogadores que recebam atendimento médico durante uma partida sejam obrigados a permanecer ao menos um minuto fora de campo

Foto: AFP

25 de fevereiro de 2026

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A FIFA vai submeter à votação, no próximo sábado (28), uma proposta que pode alterar de forma significativa a dinâmica das partidas de futebol.

A entidade defende que jogadores que recebam atendimento médico durante o jogo sejam obrigados a permanecer ao menos um minuto fora de campo antes de retornar, como forma de combater a perda deliberada de tempo, conhecida popularmente como “cera”.

De acordo com Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da FIFA, a principal meta da mudança é melhorar a fluidez das partidas e coibir interrupções artificiais. A proposta está alinhada a medidas já adotadas em outras competições, como a Major League Soccer (MLS).

A medida será analisada durante a reunião anual da International Football Association Board (Ifab), órgão responsável por definir e atualizar as regras do esporte. A Ifab é composta pela própria FIFA e pelas federações de Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales.

Hoje, as Leis do Jogo não estabelecem um tempo mínimo obrigatório para que um atleta permaneça fora do gramado após receber atendimento médico. Na prática, cada liga pode adotar diretrizes próprias para lidar com a situação.

Um exemplo é a Premier League, que desde a temporada 2023/24 exige que o jogador fique pelo menos 30 segundos fora de campo antes de retornar à partida. A iniciativa foi implementada justamente para reduzir interrupções e acelerar a retomada do jogo.

A ideia defendida agora pela FIFA prevê um período fixo de um minuto, considerado um meio-termo após experiências mais rígidas. Em dezembro do ano passado, durante a Copa Árabe, a entidade testou uma regra que determinava dois minutos de permanência fora de campo. No entanto, a avaliação posterior indicou que o tempo foi excessivo e gerou resistência significativa.

O tema voltou a ser discutido em reunião da Ifab realizada em janeiro, quando se consolidou o entendimento de que um prazo menor poderia atingir o objetivo sem comprometer o ritmo e a estratégia das equipes.

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