Indústria

Vasco intensifica tratativas para a venda da SAF a Marcos Lamacchia

Proposta prevê investimento de R$ 2 bilhões, sendo que os recursos devem ser destinados ao elenco, às obras de São Januário e à redução de dívidas

Foto: André Durão

27 de fevereiro de 2026

2 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A SAF do Vasco da Gama negocia com o empresário Marcos Farias Lamacchia
  • Proposta prevê investimento de R$ 2 bilhões e envolve elenco, estádio e dívidas
  • Atualmente, 30% da SAF seguem vinculados ao Vasco da Gama

A Sociedade Anônima do Futebol do Vasco da Gama está em tratativas para ser negociada com o empresário Marcos Farias Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, responsável pela fundação da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras. A proposta apresentada prevê um investimento estimado em R$ 2 bilhões, embora não tenha sido informado qual fatia da SAF seria adquirida pelo empresário.

A expectativa é de que o processo seja concluído entre março e abril de 2026, segundo informações do jornal Extra. As conversas avançaram e são conduzidas pela diretoria do clube, sob liderança do presidente Pedrinho, sendo que o diálogo entre as partes ocorre desde o segundo semestre do ano passado.

O plano financeiro contempla a destinação de recursos para o fortalecimento do elenco profissional, a conclusão das obras de modernização de São Januário e o equacionamento de passivos, pontos que integram a estrutura do projeto debatido com a instituição.

A eventual venda da SAF representa uma mudança relevante no modelo de gestão, ao permitir a entrada de capital privado na administração do futebol profissional, que passa a operar de forma apartada das atividades associativas. O formato segue a lógica adotada por outras equipes que optaram pela transformação societária. Para que o acordo seja formalizado, ainda restam etapas jurídicas e contratuais a serem superadas.

Após o encerramento da parceria com a 777 Partner, a composição acionária da SAF passou por reorganização e permanece em cenário de transição. Atualmente, 30% da SAF seguem vinculados ao Vasco da Gama, enquanto 31% estão sob controle da A-CAP, empresa que assumiu os ativos anteriormente ligados à 777 Partners. Os 39% restantes permanecem em disputa judicial ou em processo de arbitragem entre o clube e a A-CAP, o que significa que essa parcela ainda não está definitivamente atribuída a um investidor específico.

Esse contexto influencia diretamente o andamento das negociações e o desenho final da estrutura societária, que dependerá da resolução dessas pendências para ser consolidada.

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