Coluna

A nova era de oportunidade nos patrocínios em futebol

Com mercado mais seletivo e competitivo, clubes e marcas precisam ir além da exposição e construir narrativas de valor no patrocínio esportivo

A NOVA ERA DE OPORTUNIDADE NOS PATROCÍNIOS EM FUTEBOL

10 de março de 2026

3 minutos de Leitura

Thales Paoliello
Thales Paoliello
Sócio da Monday Marketing Esportivo, agência de marketing esportivo fundada em 2009, especializada em patrocínios e ativação.

Estava com o time comercial da Monday conversando sobre um tema que é bem importante e que estamos começando a vivenciar em nosso mercado: o início de uma nova era, ou nova “janela” de oportunidade, para os patrocínios no nosso querido futebol.

Dando um passo para trás, já vivemos muitas eras: a era “Coca-Cola”, em que a gigante de bebidas patrocinava praticamente todos os times; a era “sem patrocínio”, em que os clubes não tinham visão de mercado, nem as marcas; a era “Parmalat”; a era dos “bancos”; e a atual, a era das bets.

Não, não estou dizendo que acabou. Ainda acredito que as bets serão as grandes responsáveis por receitas aos clubes nos próximos anos. Mas é evidente que algo mudou.

Percebemos isso pela forma de contato com os clubes. Nos anos recentes, estava tudo muito cômodo. Não importava o resultado em campo, o tamanho das redes, o engajamento, o tamanho da cidade, da torcida ou qualquer outro fator relevante. Havia um leilão de bets em todos os times das Séries A a D e até em clubes sem calendário.

Hoje, isso mudou. Os clubes estão entendendo que precisam estruturar melhor a área, ter novas empresas em seu portfólio e contar com marcas que criem e gerem identidade com o torcedor e com o clube.

Quais são as relações mais duradouras da história dos patrocínios? Aquelas que criam laços e identificação entre clube e torcida.

Os clubes estão percebendo que, mesmo com a presença das bets, a negociação ficou mais difícil. O mercado está mais escasso. As bets também estão escolhendo os clubes. E os clubes precisam de outras marcas.

Isso é uma oportunidade de ouro para o nosso mercado.

Agora, a grande pergunta: e as marcas? O que elas querem dos clubes? Será que é o mesmo de cinco anos atrás?

Muitos clubes pararam no tempo e não viram isso como prejudicial, pelo fato de as bets terem pago as contas nos últimos anos.

Mas as marcas não querem apenas um mídia kit, com entregas e espaço no uniforme. Elas querem contar uma história, entender o clube e a torcida, conseguir transmitir sua mensagem por meio do patrocínio e, naturalmente, trabalhar branding.

Por que as marcas do Big Brother Brasil querem criar uma história na Prova do Líder e não apenas expor a marca no programa, como uma marca expõe na camisa de um time? Hoje, é importante a história, o envolvimento, captar a atenção para além da exposição de marca.

Nosso time comercial já está pensando nisso. Você também pode pensar. O mercado é de todos. Vamos juntos?

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