
Estava com o time comercial da Monday conversando sobre um tema que é bem importante e que estamos começando a vivenciar em nosso mercado: o início de uma nova era, ou nova “janela” de oportunidade, para os patrocínios no nosso querido futebol.
Dando um passo para trás, já vivemos muitas eras: a era “Coca-Cola”, em que a gigante de bebidas patrocinava praticamente todos os times; a era “sem patrocínio”, em que os clubes não tinham visão de mercado, nem as marcas; a era “Parmalat”; a era dos “bancos”; e a atual, a era das bets.
Não, não estou dizendo que acabou. Ainda acredito que as bets serão as grandes responsáveis por receitas aos clubes nos próximos anos. Mas é evidente que algo mudou.
Percebemos isso pela forma de contato com os clubes. Nos anos recentes, estava tudo muito cômodo. Não importava o resultado em campo, o tamanho das redes, o engajamento, o tamanho da cidade, da torcida ou qualquer outro fator relevante. Havia um leilão de bets em todos os times das Séries A a D e até em clubes sem calendário.
Hoje, isso mudou. Os clubes estão entendendo que precisam estruturar melhor a área, ter novas empresas em seu portfólio e contar com marcas que criem e gerem identidade com o torcedor e com o clube.
Quais são as relações mais duradouras da história dos patrocínios? Aquelas que criam laços e identificação entre clube e torcida.
Os clubes estão percebendo que, mesmo com a presença das bets, a negociação ficou mais difícil. O mercado está mais escasso. As bets também estão escolhendo os clubes. E os clubes precisam de outras marcas.
Isso é uma oportunidade de ouro para o nosso mercado.
Agora, a grande pergunta: e as marcas? O que elas querem dos clubes? Será que é o mesmo de cinco anos atrás?
Muitos clubes pararam no tempo e não viram isso como prejudicial, pelo fato de as bets terem pago as contas nos últimos anos.
Mas as marcas não querem apenas um mídia kit, com entregas e espaço no uniforme. Elas querem contar uma história, entender o clube e a torcida, conseguir transmitir sua mensagem por meio do patrocínio e, naturalmente, trabalhar branding.
Por que as marcas do Big Brother Brasil querem criar uma história na Prova do Líder e não apenas expor a marca no programa, como uma marca expõe na camisa de um time? Hoje, é importante a história, o envolvimento, captar a atenção para além da exposição de marca.
Nosso time comercial já está pensando nisso. Você também pode pensar. O mercado é de todos. Vamos juntos?





