- As ações da adidas registraram forte queda na última quarta-feira (4)
- Os papéis chegaram a recuar até 8% após o mercado reagir de forma negativa às estimativas apresentadas pela empresa
As ações da adidas registraram forte queda na última quarta-feira (4), depois que a companhia divulgou suas projeções financeiras para 2026. Os papéis chegaram a recuar até 8% após o mercado reagir de forma negativa às estimativas apresentadas pela empresa.
Segundo o guidance divulgado, a marca alemã espera que sua receita cresça em ritmo de um dígito alto em relação ao faturamento de € 24,8 bilhões registrado em 2025. Apesar da previsão de expansão, analistas consideraram as perspectivas de rentabilidade abaixo do que o mercado esperava.
A empresa projeta alcançar lucro operacional de aproximadamente € 2,3 bilhões em 2026. Esse resultado, contudo, deve sofrer impacto negativo estimado em cerca de € 400 milhões, principalmente por causa de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e de variações cambiais desfavoráveis.
Analistas do RBC Capital Markets avaliaram que o guidance tende a frustrar investidores. De acordo com o banco, a projeção de lucro operacional ficou cerca de 15% abaixo das estimativas médias do mercado. A instituição ressaltou ainda que a companhia costuma adotar uma postura conservadora nas projeções divulgadas no início do ano.
Apesar da reação negativa do mercado, o CEO da companhia, Bjørn Gulden, que renovou seu vínculo com a empresa até o final de 2030, destacou o desempenho operacional recente. Segundo ele, a adidas conseguiu manter crescimento de dois dígitos nas vendas do quarto trimestre, mesmo em meio a um ambiente externo turbulento, além de mais que dobrar o lucro operacional no período.
A marca também apresentou metas de médio prazo. Entre 2026 e 2028, a expectativa é que as vendas avancem em ritmo anual de um dígito alto, considerando moedas constantes. Já o lucro operacional deve crescer a uma taxa anual na faixa média de dois dígitos.
Por volta do início da tarde na Europa, as ações da adidas acumulavam queda de cerca de 6,7%, atingindo nova mínima em 52 semanas. No período de 12 meses, os papéis já recuaram aproximadamente 43%, refletindo a cautela dos investidores com o ritmo de recuperação da empresa.
O cenário desafiador não se restringe à Três Listras. O setor global de artigos esportivos enfrenta pressões relacionadas ao excesso de estoques e à mudança no comportamento dos consumidores, especialmente na China. Empresas concorrentes, como PUMA e Nike, também vêm adotando medidas de reestruturação para recuperar crescimento e rentabilidade.





