- Após estreia de Audi e Cadillac na temporada 2026, a BYD estuda entrada na Fórmula 1
- Além do interesse na f1, a marca tem analisado diferentes possibilidades de participação no esporte a motor
- A eventual chegada da BYD à categoria estaria alinhada com a atual fase de transformação tecnológica do campeonato
A expansão recente da Fórmula 1, impulsionada pela chegada de novas montadoras, pode ganhar mais um capítulo nos próximos anos. Após as estreias de Cadillac e Audi na temporada 2026, outra gigante do setor automotivo vem cogitando entrada na categoria: a chinesa BYD.
Segundo informações divulgadas pelo portal Bloomberg, a marca tem analisado diferentes possibilidades de participação no esporte a motor. A F1 surge como uma das alternativas mais ambiciosas, embora os altos custos envolvidos na operação de uma equipe ainda sejam um obstáculo importante neste momento.
A empresa estaria aberta a duas possibilidades principais: entrar como uma nova equipe no grid, potencialmente como a 12ª equipe do campeonato, ou adquirir uma estrutura já existente, estratégia semelhante à adotada pela Audi ao assumir o controle da Sauber para sua estreia na categoria.
A eventual chegada da BYD à Fórmula 1 também estaria alinhada com a atual fase de transformação tecnológica da categoria. Conhecida por focar em veículos elétricos e híbridos, a montadora chinesa poderia encontrar na nova geração de unidades de potência um ambiente mais compatível com sua filosofia.
A partir do regulamento mais recente, os motores da F1 passam a dividir de forma equilibrada a geração de energia entre combustão interna e componentes elétricos.
A BYD também conversa com outras competições. A Fórmula E confirmou recentemente que mantém diálogo com a montadora. O CEO da categoria, Jeff Dodds, afirmou que as conversas já acontecem há algum tempo, embora ainda não exista uma confirmação oficial.
Outro caminho em estudo envolve o Mundial de Endurance (WEC). De acordo com o site especializado Daily Sportscar, representantes da BYD têm mantido contato com responsáveis pelos regulamentos das classes de protótipos LMH e LMDh. O objetivo seria entender melhor o processo técnico necessário para desenvolver um carro competitivo nesse tipo de campeonato, com possibilidade de expansão futura para o IMSA SportsCar.
Entretanto, nesse caso existe um entrave relevante. Para competir na classe GTP do IMSA, é necessário que a fabricante comercialize veículos de rua nos Estados Unidos, algo que a BYD ainda não faz. Nesse contexto, a Fórmula 1 poderia funcionar como uma porta de entrada estratégica para fortalecer a presença da marca no mercado norte-americano.
O interesse pelo país faz sentido diante da crescente popularidade da F1 nos Estados Unidos. Nos últimos anos, o campeonato ampliou sua presença local, impulsionado principalmente pelo sucesso da série documental “Drive to Survive”, da Netflix, e pela realização de três corridas no território americano.
A possibilidade de uma equipe chinesa na Fórmula 1 também agrada à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, o presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que a chegada de uma equipe chinesa seria um passo natural para o campeonato após a entrada da Cadillac.





