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Catar interrompe calendário esportivo após ataques no Oriente Médio

Decisão da federação de futebol ocorre em meio a ofensivas militares e pode afetar outras competições

Foto: Reprodução

02 de março de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Catar interrompe calendário esportivo após ataques no Oriente Médio
  • A medida pode impactar não apenas o futebol local, mas também grandes eventos do automobilismo
  • A instabilidade regional se intensificou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã

A decisão da Federação de Futebol do Catar de suspender, com efeito imediato, todas as partidas no país neste domingo acendeu o sinal de alerta no esporte internacional.

A medida, motivada pela escalada dos conflitos no Oriente Médio, pode impactar não apenas o futebol local, mas também grandes eventos do automobilismo programados para as próximas semanas no Circuito de Lusail.

O calendário do país prevê a realização do tradicional Prólogo do Campeonato Mundial de Endurance (WEC) entre os dias 22 e 23 de março. Na sequência, o Catar sediaria a abertura da temporada com os 1812 km do Catar, marcados para o dia 28. Em comunicado, o WEC afirmou que monitora de perto a situação e reforçou que a segurança de fãs, equipes e pilotos é prioridade absoluta.

O Circuito Internacional de Lusail também está na rota da MotoGP, que tem etapa prevista entre 10 e 12 de abril. Já a Fórmula 1 mantém o Grande Prêmio do Catar no calendário para 29 de novembro, no encerramento da temporada, data ainda considera distante.

No futebol, a paralisação afeta diretamente a Qatar Stars League, que se encontra na reta final. O término da competição estava previsto para 17 de abril, mas a suspensão deve forçar o adiamento das rodadas restantes. Outro evento ameaçado é a Finalíssima entre Argentina e Espanha, agendada para o próximo dia 27 em solo catari. A confirmação da partida agora depende da evolução do quadro de segurança.

A instabilidade regional se intensificou após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados no último sábado (28). Segundo o comando militar americano, as ações tiveram como alvo instalações militares estratégicas iranianas, incluindo sistemas de mísseis, defesas antiaéreas e centros de comando ligados à Guarda Revolucionária.

Em resposta, o governo iraniano declarou que consideraria alvos militares dos EUA e de Israel na região como legítimos e lançou mísseis e drones contra bases americanas espalhadas pelo Golfo. Países como Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e o próprio Catar registraram ataques, incluindo nas proximidades da Base Aérea de Al Udeid, um dos principais centros operacionais dos EUA no Oriente Médio.

A escalada já deixou centenas de mortos e feridos no Irã e elevou a tensão diplomática global. No Conselho de Segurança da ONU, a legalidade das ações foi questionada, enquanto líderes internacionais alertaram para o risco de um conflito mais amplo caso as vias diplomáticas não sejam retomadas.

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