- Lin Bin comprou 1% da holding que reúne o Miami Dolphins, o Hard Rock Stadium, o GP de Miami de F1 e parte do Miami Open
- A transação considera uma avaliação de mercado de US$ 12,5 bilhões para o grupo
- A Xiaomi abriu capital na bolsa de Hong Kong em 2018 e hoje supera US$ 100 bilhões em valor de mercado
O empresário chinês Lin Bin, cofundador e vice-presidente da Xiaomi, firmou acordo para adquirir 1% da holding que reúne ativos esportivos e de entretenimento em Miami. O conglomerado controla o Miami Dolphins, o Hard Rock Stadium, o Grande Prêmio de Miami de Fórmula 1 e parte do Miami Open.
Segundo a agência Bloomberg, a transação considera uma avaliação de mercado de US$ 12,5 bilhões para o grupo. O comitê financeiro da companhia já aprovou a operação, mas a conclusão ainda depende de votação entre os demais proprietários. Até o momento, representantes da Xiaomi, da National Football League (NFL) e dos Dolphins não se manifestaram publicamente.
O movimento ocorre em um cenário de forte valorização das equipes da liga de futebol americano. O valor médio das franquias da NFL é estimado em US$ 7,13 bilhões, montante 20% superior ao registrado em 2024. Dentro desse ranking, os Dolphins, controlados pelo investidor Stephen Ross, aparecem na sétima colocação, avaliados em US$ 8,25 bilhões.
Nos últimos anos, o grupo realizou outras operações societárias. Em dezembro de 2024, Ross vendeu 10% da franquia à Ares Management e negociou uma fatia combinada de 3% com Joe Tsai, proprietário do Brooklyn Nets, e com Oliver Weisberg, CEO da Blue Pool Capital. Na ocasião, a avaliação atribuída à franquia foi de US$ 8,1 bilhões.
Outro indicativo da escalada nos valores de mercado veio do New York Giants, que em 2025 negociou 10% de participação com base em valuation de US$ 10 bilhões.
Com trajetória consolidada no setor de tecnologia, Lin Bin atuou em empresas como ADP, Microsoft e Google antes de fundar a Xiaomi, em 2010. Ele presidiu a companhia até 2019 e atualmente ocupa a vice-presidência. A fabricante abriu capital na bolsa de Hong Kong em 2018 e hoje supera US$ 100 bilhões em valor de mercado. De acordo com estimativas da Bloomberg, a fortuna pessoal do executivo é de US$ 11,9 bilhões.
Em 2025, a Xiaomi ocupou a terceira posição global no mercado de smartphones, conforme dados da Counterpoint Research, atrás apenas de Apple e Samsung Electronics.





