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De ativos comerciais a protagonistas, a ascensão dos jogadores asiáticos no futebol europeu

Atletas deixam de ser aposta comercial e se firmam como protagonistas nas principais ligas europeias

Foto: Getty Images

25 de março de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • Os jogadores asiáticos deixaram de ser apenas ativos comerciais e passaram a se firmar como protagonistas no futebol europeu
  • Atualmente, 35 atletas atuam nas cinco principais ligas do continente, refletindo a evolução técnica e a maior confiança dos clubes.
  • Na Premier League, nomes como Kaoru Mitoma, Wataru Endo, Daichi Kamada e Hwang Hee-chan mostram o impacto dentro de campo

Os jogadores asiáticos vêm se consolidando cada vez mais no futebol europeu e mundial. Se antes eram vistos majoritariamente como ativos comerciais (utilizados por clubes para ampliar receitas e presença de marca em mercados estratégicos), hoje o cenário é outro, marcado por protagonismo técnico e impacto direto dentro de campo.

Nos anos 1990 e início dos 2000, essa percepção era ainda mais evidente. Muitos clubes europeus enxergavam atletas asiáticos como oportunidades de mercado, capazes de aumentar audiência, impulsionar a venda de camisas e atrair patrocinadores em regiões estratégicas. O desempenho esportivo, em diversos casos, ficava em segundo plano. A chegada de nomes como Hidetoshi Nakata e Kazuyuki Toda simboliza esse período inicial, ainda cercado de desconfiança quanto à capacidade desses jogadores de se firmarem em alto nível na Europa.

Atualmente, 35 atletas asiáticos atuam nas cinco principais ligas do continente (Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1), número que evidencia a evolução e a confiança crescente dos clubes no talento vindo da Ásia. Esse movimento também acompanha o desenvolvimento estrutural do futebol asiático, com ligas mais organizadas, maior exportação de jogadores e um trabalho de base cada vez mais qualificado.

Na Premier League, considerada por muitos a principal liga do mundo, quatro jogadores asiáticos estão em atividade: os japoneses Kaoru Mitoma (Brighton), Wataru Endo (Liverpool) e Daichi Kamada (Crystal Palace), além do sul-coreano Hwang Hee-chan (Wolverhampton). Mesmo com uma presença ainda reduzida em números absolutos, o impacto desses atletas é significativo, com participações relevantes em equipes competitivas da liga.

O dado ganha ainda mais força quando analisado sob perspectiva histórica. Fundada em 1992, a Premier League levou dez anos para contar com seu primeiro jogador asiático. O pioneiro foi Kazuyuki Toda, contratado pelo Tottenham na temporada 2002/03 por empréstimo junto ao Shimizu S-Pulse.

Desde então, o cenário mudou de forma consistente. Jogadores como Park Ji-sung, multicampeão pelo Manchester United, e Son Heung-min, ídolo do Tottenham e referência global da posição, ajudaram a redefinir o papel dos atletas asiáticos no futebol europeu. Ambos não apenas se destacaram esportivamente, como também quebraram barreiras culturais e técnicas, consolidando a imagem do jogador asiático como peça decisiva em alto nível.

Mais do que uma tendência passageira, a presença crescente desses atletas nas principais ligas europeias reflete uma transformação estrutural no futebol global. Hoje, os jogadores asiáticos não são apenas pontes comerciais entre mercados, mas protagonistas de uma nova era, em que talento, desempenho e competitividade falam mais alto do que qualquer estratégia de marketing.

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