Indústria

Fórmula 1 inicia temporada 2026 com nova era técnica e audiência em transformação no Brasil

Estudo da Sport Track mostra público majoritariamente masculino e 35+, mas aponta avanço de jovens e mulheres; TV aberta ainda lidera consumo das corridas

Foto: Getty Images

06 de março de 2026

3 minutos de Leitura

A temporada 2026 da Fórmula 1 começa neste fim de semana, entre os dias 6 e 8 de março, com a realização do Grande Prêmio da Austrália, disputado no circuito de Albert Park, em Melbourne. A etapa marca o início de um novo ciclo técnico na categoria, que passa a adotar carros menores e mais leves, além de um regulamento reformulado voltado a alterar a dinâmica de desempenho e competitividade das equipes.

No Brasil, o campeonato inicia também um novo momento em termos de distribuição. As corridas voltam à TV aberta com transmissão da TV Globo, que exibirá as provas com 45 minutos de pré-corrida. Já o SporTV será responsável pela cobertura completa dos fins de semana, incluindo treinos livres, classificações e demais sessões oficiais.

Além das mudanças técnicas e da reorganização do modelo de transmissão, dados de mercado indicam transformações relevantes no perfil do público que acompanha a categoria no país. Levantamento da Sport Track aponta que a comunidade brasileira interessada em automobilismo é composta majoritariamente por homens, que representam 73% da audiência. O grupo predominante também se concentra na faixa etária acima dos 35 anos e na classe B.

Apesar desse perfil consolidado, o estudo também identifica mudanças na composição da base de fãs ao longo dos últimos anos. Entre 2020 e 2025, de acordo com a Sport Track, a presença feminina no universo do automobilismo cresceu 13%, enquanto o número de jovens entre 16 e 34 anos avançou 20% no mesmo período.

Os indicadores são interpretados pelo mercado como reflexo de estratégias adotadas pela própria Fórmula 1 para ampliar e diversificar sua audiência global. A categoria tem intensificado investimentos em conteúdo digital, presença em redes sociais e produções audiovisuais voltadas a novos públicos, com o objetivo de rejuvenecer sua base de fãs e ampliar a participação feminina.

Outro ponto relevante revelado pela pesquisa está no comportamento de consumo de mídia. Mesmo com o avanço das plataformas digitais, a televisão aberta segue como principal porta de entrada para as corridas no Brasil. Segundo o levantamento, 70% do público acompanha a modalidade por esse meio.

O ambiente digital aparece logo na sequência. Redes sociais são utilizadas por 66% dos fãs, enquanto portais e sites especializados alcançam 64% da audiência. Na prática, o consumo se organiza de forma complementar: a corrida permanece concentrada na tela principal, enquanto comentários, análises e interações acontecem simultaneamente nas chamadas segundas telas.

Perfil da audiência

Do ponto de vista de mercado, o perfil predominante da audiência também chama atenção de patrocinadores. A presença majoritária de consumidores acima dos 35 anos e pertencentes à classe B indica alto potencial de consumo e afinidade com segmentos como tecnologia, mobilidade, seguros, investimentos, automóveis de alto valor e experiências premium.

Nesse contexto, a Fórmula 1 mantém sua posição como uma das plataformas esportivas mais relevantes para estratégias de marketing e construção de marca. Mais do que audiência, a categoria oferece acesso a um público com elevado poder de compra e alto nível de engajamento, características que continuam atraindo empresas interessadas em associar seus produtos e serviços ao universo do automobilismo.

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