- O Miami Dolphins enfrentará um dos cenários financeiros mais extremos da história recente da NFL em 2026.
- A franquia deve carregar cerca de US$ 175 milhões (R$ 875 milhões) em salário morto (dead cap), valor que representa mais da metade do teto salarial da liga
- O montante é resultado da saída de jogadores importantes e de reestruturações contratuais, com destaque para Tua Tagovailoa, responsável por cerca de US$ 67 milhões (R$ 335 milhões) no teto.
O Miami Dolphins já iniciou o planejamento para a temporada de 2026 da NFL sob um cenário financeiro extremamente desafiador, e histórico. De acordo com a ESPN,a franquia da Flórida deve arcar com aproximadamente US$ 175 milhões (cerca de R$ 875 milhões) em “salário morto” (dead cap), um dos maiores valores já registrados na liga.
Esse montante representa mais da metade do teto salarial projetado da NFL e impacta diretamente a capacidade competitiva da equipe. O chamado dead cap corresponde a valores garantidos (como bônus de assinatura e garantias contratuais) que continuam sendo contabilizados no teto mesmo após a saída dos jogadores.
No caso dos Dolphins, o número elevado é consequência de uma reformulação agressiva do elenco, marcada pela saída de estrelas e pela reestruturação de contratos pesados. O principal impacto vem da situação do quarterback Tua Tagovailoa, que sozinho representa cerca de US$ 67 milhões (R$ 335 milhões) em encargos no teto salarial de 2026.
Outros nomes de peso também contribuem significativamente para o acúmulo do dead cap:
- Tyreek Hill – US$ 28,2 milhões (R$ 141 milhões)
- Jaylen Waddle- US$ 26,3 milhões (R$ 131 milhões)
- Jalen Ramsey– US$ 20,9 milhões (R$ 104 milhões)
Somados a outros contratos menores e ajustes financeiros, esses valores elevam o total para a casa dos US$ 175 milhões (R$ 875 milhões) comprometidos sem retorno esportivo direto em campo.
A decisão da franquia indica uma mudança clara de direção: sacrificar o curto prazo em troca de flexibilidade financeira no futuro. Com grande parte do teto salarial comprometida com jogadores que já não fazem parte do elenco, os Dolphins terão atuação limitada no mercado e devem adotar uma abordagem voltada à reconstrução.
O cenário reflete uma tendência cada vez mais comum na NFL, em que equipes concentram impactos financeiros em uma única temporada para reorganizar suas finanças e abrir espaço no teto nos anos seguintes. Em Miami, o custo imediato é elevado, mas faz parte de um plano estratégico que mira retomar a competitividade a partir de 2027.





