- Palmeiras fechou o exercício de 2025 com superávit acumulado de R$ 292,395 milhões
- A receita com bilheteria alcançou R$ 67 milhões, e o programa de sócio-torcedor Avanti adicionou R$ 73,6 milhões aos cofres
- O passivo total em dezembro alcançou R$ 1,584 bilhão, sendo R$ 653 milhões de curto prazo e R$ 931 milhões no longo prazo
O Palmeiras fechou o exercício de 2025 com superávit acumulado de R$ 292,395 milhões, conforme balancete referente a dezembro divulgado pela diretoria. O desempenho foi impulsionado por uma receita operacional líquida de R$ 1,628 bilhão, valor significativamente superior ao orçamento inicial previsto, de R$ 1,03 bilhão.
Além das receitas operacionais, o clube somou R$ 154,5 milhões em operações financeiras, elevando o faturamento total para R$ 1,783 bilhão. Trata-se do maior volume já registrado na história da instituição, mesmo em uma temporada sem conquistas de títulos.
O departamento de futebol profissional respondeu pela maior parte da arrecadação, com R$ 1,48 bilhão. Dentro desse montante, os direitos de transmissão representaram R$ 180 milhões, enquanto contratos de publicidade e patrocínio renderam R$ 203 milhões.
A receita com bilheteria alcançou R$ 67 milhões, e o programa de sócio-torcedor Avanti adicionou R$ 73,6 milhões aos cofres. As premiações esportivas tiveram peso relevante no resultado, somando R$ 318,9 milhões ao longo do ano. O licenciamento de marca e franquias contribuiu com R$ 33,4 milhões.
Outras frentes também reforçaram o caixa. A arena gerou R$ 72 milhões, enquanto o clube social foi responsável por R$ 73 milhões em receitas.
Estrutura de custos
As despesas operacionais totalizaram R$ 1,24 bilhão em 2025. O maior impacto veio da folha de pagamento e encargos sociais, que atingiram R$ 525,8 milhões. Os direitos de imagem consumiram R$ 113,8 milhões, e a amortização de contratos de atletas somou R$ 228,1 milhões.
Também foram contabilizados R$ 106,1 milhões relacionados a baixas contábeis e despesas com negociações de jogadores. No resultado financeiro, o clube registrou saldo negativo de R$ 89,7 milhões, pressionado por despesas financeiras que totalizaram R$ 244 milhões.
O passivo total em dezembro alcançou R$ 1,584 bilhão, sendo R$ 653 milhões de curto prazo e R$ 931 milhões no longo prazo. Entre os principais compromissos estão contas a pagar, que somam R$ 771 milhões, antecipações de contratos no valor de R$ 452,9 milhões e impostos parcelados que atingem R$ 86,4 milhões.
O patrimônio líquido encerrou o ano em R$ 568,9 milhões. Já o ativo total foi de R$ 2,153 bilhões, com destaque para R$ 971,5 milhões registrados em ativos intangíveis e R$ 747,2 milhões em bens imobilizados.
Os ativos intangíveis incluem direitos econômicos sobre atletas, marcas e demais propriedades intelectuais. O imobilizado contempla bens físicos, como estádio, centro de treinamento, equipamentos e demais estruturas operacionais do clube.





