- O River Plate decidiu suspender sua participação nas reuniões do Comitê Executivo da Associação Argentina de Futebol (AFA)
- A decisão representa, na prática, um rompimento com a federação e ocorre em meio a uma série de medidas recentes que desagradaram a diretoria do clube
- O estopim foi a recente aprovação de uma proposta que altera o sistema de classificação para as competições da Conmebol a partir da temporada 2027
O River Plate decidiu suspender sua participação nas reuniões do Comitê Executivo da Associação Argentina de Futebol (AFA), ampliando a tensão entre o clube e a entidade que comanda o futebol no país.
A decisão representa, na prática, um rompimento institucional com a federação e ocorre em meio a uma série de medidas recentes que desagradaram a diretoria do clube.
De acordo com informações da imprensa argentina, o estopim para a decisão foi a recente aprovação de uma proposta que altera o sistema de classificação para as competições da Conmebol (a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana) a partir da temporada 2027.
A proposta aprovada no Comitê Executivo da Liga Profissional prevê uma mudança significativa no formato atual de classificação. Pelo novo modelo, o terceiro colocado do campeonato nacional passaria a garantir vaga direta na Copa Sul-Americana, enquanto o nono disputaria um playoff valendo presença na fase preliminar da Libertadores.
A alteração precisa ainda ser incorporada ao regulamento oficial da AFA, mas a entidade já sinalizou que não pretende vetar a decisão tomada.
A ideia, porém, tem sido alvo de críticas no futebol argentino. Dirigentes e analistas questionam principalmente o fato de equipes mais bem colocadas na tabela poderem acabar com uma vaga considerada menos prestigiada, enquanto clubes que terminem mais abaixo teriam a chance de disputar a principal competição continental.
A mudança nas regras foi apenas o episódio mais recente de uma série de decisões que vêm provocando atritos entre o River Plate e a direção da AFA, liderada pelo presidente Claudio “Chiqui” Tapia.
Entre os pontos de discordância anteriores estão a greve de clubes discutida durante investigações envolvendo o dirigente e também o reconhecimento do título concedido ao Rosario Central em 2025, medida que foi amplamente questionada por setores do futebol argentino.





