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WNBA propõe teto salarial de R$ 31 milhões em novo acordo coletivo com jogadoras

Proposta da liga prevê participação de cerca de 70% da receita líquida para as jogadoras e aumento significativo nos salários

Foto: Getty Images

12 de março de 2026

3 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A WNBA segue negociando com o sindicato das jogadoras, a Women's National Basketball Players Association (WNBPA), para fechar o novo Acordo Coletivo de Trabalho (CBA)
  • O prazo inicial para um acordo terminou em 10 de março, mas as partes continuam em diálogo.
  • A proposta mais recente da liga prevê teto salarial de US$ 6,2 milhões (cerca de R$ 31 milhões) por equipe e participação de aproximadamente 70% da receita líquida para as jogadoras.

A WNBA e o sindicato das jogadoras, a WNBPA, seguem em intensas negociações para fechar o novo Acordo Coletivo de Trabalho (CBA) que definirá as regras econômicas e esportivas da liga nos próximos anos. De acordo com o portal Front Office Sports, representantes da liga e do sindicato se reuniram na última quarta-feira (11) em uma sessão de negociação que durou cerca de 12 horas.

As conversas fazem parte de um esforço acelerado para tentar chegar a um consenso após o prazo inicialmente estipulado para 10 de março de 2026 ter expirado sem um acordo oficial. Segundo a reportagem, a proposta mais recente apresentada pela liga prevê um teto salarial de US$ 6,2 milhões (cerca de R$ 31 milhões) por equipe. O modelo também manteria a divisão de aproximadamente 70% da receita líquida da liga destinada às jogadoras.

Dentro dessa estrutura, cerca de 20% do teto salarial continuaria reservado para contratos supermáximos, o que resultaria em um salário base de aproximadamente US$ 1,24 milhão (cerca de R$ 6,2 milhões) para atletas que assinarem esse tipo de acordo. O salário médio projetado seria de aproximadamente US$ 516.600 (cerca de R$ 2,6 milhões), valor que ainda pode aumentar dependendo dos mecanismos de participação adicional nas receitas da liga.

A comissária da liga, Cathy Engelbert, afirmou que as discussões recentes foram intensas (somando mais de 20 horas de negociação em dois dias) e classificou o possível novo acordo como “transformador e histórico” para o basquete feminino profissional.

Apesar dos avanços nas conversas, ainda existem pontos de divergência importantes, especialmente em relação à divisão das receitas da liga. As jogadoras defendem uma participação maior nos lucros, argumentando que a WNBA vive um momento de forte crescimento em audiência, patrocínios e investimentos.

Com o prazo original expirado, as negociações continuam nos bastidores. A liga tenta acelerar as tratativas para evitar impactos na temporada de 2026, prevista para começar em maio.

Caso um acordo não seja alcançado nas próximas semanas, existe a possibilidade de ajustes no cronograma da liga ou atrasos na preparação das equipes. Enquanto isso, dirigentes da WNBA e representantes da WNBPA mantêm diálogo constante em busca de um entendimento que garanta estabilidade para a competição e melhores condições para as atletas em um momento de expansão e maior visibilidade do basquete feminino nos Estados Unidos.

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