- A Warner Bros. Discovery deu um passo decisivo rumo a uma reconfiguração significativa do setor de mídia global
- Após reunião extraordinária, os acionistas do grupo aprovaram a fusão com a Paramount, em uma transação estimada em US$ 111 bilhões
- A nova estrutura empresarial ampliará consideravelmente o alcance e a influência das marcas envolvidas no mercado
A Warner Bros. Discovery deu um passo decisivo rumo a uma reconfiguração significativa do setor de mídia global. Em assembleia extraordinária realizada nesta quinta-feira (23), os acionistas da companhia aprovaram a fusão com a Paramount Skydance Corporation, em uma transação estimada em US$ 111 bilhões.
O acordo prevê a formação de um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo, reunindo sob um mesmo guarda-chuva uma vasta gama de ativos que incluem canais de televisão tradicionais, serviços de streaming e direitos esportivos.
A operação conta com o respaldo financeiro de Larry Ellison, bilionário do setor de tecnologia e pai de David Ellison, atual líder da Paramount. Com a aprovação dos acionistas, a Paramount Skydance, que já administra marcas como CBS, Comedy Central e Nickelodeon, passará a incorporar também o robusto portfólio da Warner Bros. Discovery.
“Agradecemos o apoio e a confiança que nossos acionistas depositaram em nós para desbloquear todo o valor do nosso portfólio de entretenimento de classe mundial. Com a Paramount, esperamos criar uma empresa combinada que ampliará as opções para o consumidor e beneficiará a comunidade global de talentos criativos”, comentou Samuel A. Di Piazza, presidente do conselho de administração da Warner.
Entre os ativos incluídos na negociação estão plataformas e canais de grande relevância, como o HBO Max, a rede de notícias CNN, além de emissoras consolidadas como Food Network e Discovery Channel. O pacote também contempla os direitos esportivos vinculados à TNT Sports, reforçando a presença do grupo no segmento de transmissões ao vivo.
“Nos últimos quatro anos, nossas equipes transformaram a WBD e recolocaram a empresa na liderança do setor. A aprovação dos acionistas hoje é mais um marco para a conclusão desta transação, que proporcionará um valor excepcional aos nossos acionistas”, declarou David Zaslav, presidente e diretor executivo da WBD.
As partes projetam concluir os trâmites burocráticos até setembro de 2026, durante o terceiro trimestre. No entanto, a efetivação da fusão ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, incluindo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e autoridades antitruste europeias.
Embora haja expectativa de que o governo norte-americano não imponha grandes obstáculos à operação, o negócio já enfrenta críticas no meio político.
A senadora Elizabeth Warren, por exemplo, manifestou preocupação com os possíveis impactos concorrenciais da fusão, classificando o movimento como prejudicial no contexto de combate à concentração de mercado.





