Indústria

Anta Sports bate recorde de receita, mas rentabilidade perde fôlego

Crescimento de dois dígitos não impede queda nos ganhos, pressionados por custos e margens menores

Foto: Divulgação

25 de abril de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • A Anta Sports encerrou 2025 com um marco histórico: pela primeira vez, sua receita anual ultrapassou os 80元 bilhões (cerca de € 10 bilhões)
  • Com isso, a companhia se mantém como a terceira maior do mundo, atrás de Nike e adidas, e bem à frente de concorrentes chineses como Li-Ning
  • O último balanço revela um cenário complexo, com o lucro líquido da empresa chinesa caindo 7,8% no período

A gigante chinesa Anta Sports encerrou 2025 com um marco histórico: pela primeira vez, sua receita anual ultrapassou os 80元 bilhões (cerca de € 10 bilhões), consolidando um crescimento de 13,3% e reforçando sua posição entre os maiores players globais do setor esportivo.

Com isso, a companhia se mantém como a terceira maior do mundo no segmento, atrás de Nike e adidas, e bem à frente de concorrentes chineses como Li-Ning.

Apesar do desempenho robusto em vendas, o balanço revela um cenário mais complexo. O lucro líquido da empresa caiu 7,8% no período, totalizando € 1,95 bilhão.

A queda contrasta com o crescimento da receita e é atribuída, em parte, a um efeito comparativo: em 2024, a valorização da Amer Sports, da qual a Anta é acionista majoritária, inflou os resultados com ganhos extraordinários.

Outro fator que pesou foi a compressão das margens. A margem bruta caiu para 62%, dando continuidade a uma tendência de leve retração iniciada no ano anterior. Além disso, o aumento das despesas operacionais, especialmente com pessoal, também impactou o resultado final.

Nos últimos meses, a Anta vem buscando sacrificar parte da rentabilidade no curto prazo para sustentar o crescimento futuro. Um exemplo disso é a aquisição da marca alemã Jack Wolfskin, que elevou significativamente a folha salarial, que cresceu 16,7% em 2025.

No varejo, a empresa iniciou um movimento de ajuste. Após abrir 260 lojas em 2024, a empresa chinesa reduziu sua rede em 32 unidades no ano seguinte e prevê fechar cerca de 160 pontos até o fim de 2026.

Internacionalização e novos caminhos

O avanço fora da China também marcou o ano passado. A Anta reportou um crescimento de 70% nas receitas internacionais, ainda que sem divulgar valores absolutos. Entre os movimentos estratégicos, destaca-se a aquisição de 29% da PUMA, reforçando sua ambição global.

Além disso, a empresa vem explorando novas formas de consumo digital. Um exemplo é o uso de “humanos digitais”, avatares criados por inteligência artificial que realizam transmissões de vendas ao vivo 24 horas por dia. Essa iniciativa já acumula mais de 100 mil horas de conteúdo e gerou mais de 300元 milhões em transações.

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