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Atlético-MG inicia aporte milionário na SAF para reduzir dívida bancária

Primeira parcela de R$ 105 milhões já foi liberada, enquanto o restante será pago em 30 dias

Foto: Divulgação/ Atlético-MG

28 de abril de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Atlético-MG inicia aporte milionário na SAF para reduzir dívida bancária
  • Primeira parcela de R$ 105 milhões já foi liberada, enquanto o restante será pago em 30 dias
  • Direção confirma foco total na redução do passivo financeiro

O aumento das obrigações financeiras que geram encargos elevados levou a SAF do Atlético-MG a estruturar um aporte de R$ 530 milhões como forma de reduzir a dívida junto a bancos. Parte desse montante já começou a ser direcionada pela gestão, em um movimento voltado a aliviar o peso dos juros no fluxo financeiro do clube.

Esse cenário ocorre em meio a um quadro em que o passivo total gira em torno de R$ 1,8 bilhão, com aproximadamente R$ 941 milhões vinculados a compromissos bancários, o que reforça a necessidade de reequilíbrio.

Diante desse contexto, a estratégia adotada busca diminuir déficit, considerada prioritária pela diretoria. A iniciativa se conecta diretamente ao diagnóstico financeiro atual, no qual a concentração de débitos em instituições financeiras pressiona o orçamento. Assim, o aporte aparece como tentativa de reorganizar a dívida e reduzir o impacto dos encargos, consolidando uma linha de ação voltada à reestruturação das contas.

No início da semana, cerca de R$ 105 milhões foram liberados, enquanto os outros R$ 425 milhões devem ser transferidos ao longo dos próximos 30 dias, conforme informações da Itatiaia.

O diretor financeiro do Galo, Tiago Maia, reiterou que a totalidade dos recursos será destinada à quitação de passivos bancários, mantendo o direcionamento já sinalizado anteriormente pela gestão. Ele também indicou que, mesmo com um cenário ainda exigente, há expectativa de melhora nos próximos anos.

“O aporte de R$ 500 milhões, que vai ser todo para a dívida, é para reduzir essa dívida bancária que está em torno de R$ 600 milhões para ficar na casa dos R$ 100 milhões. Ainda vai ficar a dívida do CRI da Arena MRV; o cenário é ainda bem desafiador, mas as perspectivas futuras são positivas”, destacou Maia durante entrevista ao canal Sports Market Makers.

Ao comentar o quadro financeiro, o dirigente observou que a existência de dívidas faz parte da operação de uma empresa, mas ressaltou que o nível atual exige ajustes. Ao mesmo tempo, apontou o crescimento do faturamento nos últimos anos.

“Acho que sempre vai ter dívida, faz parte uma empresa ter dívida, mas não pode ter no patamar que o Galo possui. Mas se você pega o endividamento em relação à receita, o Galo vem melhorando ano após ano”, concluiu.

Em linha semelhante, o acionista majoritário Rubens Menin já havia sinalizado a importância de conter o impacto mensal causado pelos débitos mais caros. Ele defendeu a eliminação desse tipo de obrigação como prioridade dentro do planejamento financeiro.

“A dívida que nos incomoda é aquela dívida que falamos que é a pior de todas, a dívida bancária. Porque ela é cara e ‘come’ parte das receitas. Então o que queremos é fazer um aporte, e vamos fazer – a burocracia é complicada, mas está indo muito bem -, para liquidar a dívida bancária. Acho que temos que liquidar a dívida bancária. Essa sangra, e nós vamos acabar com ela”, explicou o empresário em março, à Itatiaia.

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