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Balanço do Flamengo aponta receita recorde de R$ 2 bilhões e queda da dívida em 2025

Clube somou R$ 519 milhões em vendas de atletas e investiu R$ 636 milhões em contratações

Foto: Divulgação

02 de abril de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Balanço do Flamengo aponta receita recorde de R$ 2 bilhões e queda da dívida em 2025
  • Clube somou R$ 519 milhões em vendas de atletas e investiu R$ 636 milhões em contratações
  • Documento aponta que os resultados estão ligados a uma combinação de fatores ao longo da temporada

No balanço financeiro divulgado nesta semana, o Flamengo informou que alcançou, em 2025, a marca de R$ 2 bilhões em arrecadação no período, a maior da história do clube. Os dados foram apresentados na noite de terça-feira (31) e também indicam uma redução relevante na dívida operacional, que passou de R$ 344 milhões para R$ 174 milhões.

O documento aponta que os resultados estão ligados a uma combinação de fatores ao longo da temporada, incluindo o desempenho esportivo, a ampliação das receitas comerciais, negociações de atletas e a operação do Maracanã. Esses elementos, segundo o Rubro-Negro, contribuíram de forma conjunta para o crescimento das receitas e para a melhora dos indicadores financeiros.

Ao longo de 2025, o Flamengo registrou uma receita operacional bruta total, incluindo transações com jogadores, de R$ 2,089 bilhões, superando pela primeira vez a barreira dos R$ 2 bilhões. Esse avanço está relacionado à participação em competições com premiações relevantes, ao aumento das receitas comerciais, à retomada das receitas de jogos com a gestão do estádio e ao volume de transferências realizadas no período.

Dentro desse cenário, a receita bruta totalizou R$ 2,089 bilhões, enquanto a receita recorrente ficou em R$ 1,571 bilhão. O Ebitda foi de R$ 616 milhões e o resultado final apontou um superávit de R$ 336 milhões, com a dívida operacional líquida encerrando o ano em R$ 174 milhões.

Na comparação com anos anteriores, o crescimento das receitas se destaca. Em 2024, o clube havia registrado R$ 1,4 bilhão, enquanto em 2023 o valor foi de R$ 1,5 bilhão. Antes disso, os números foram de R$ 1,3 bilhão em 2022 e R$ 1,2 bilhão em 2021, com 2020 marcando R$ 1 bilhão e 2019 chegando a R$ 1,3 bilhão.

Em relação ao endividamento, o patamar já foi de R$ 513 milhões em 2019, subiu para R$ 643 milhões em 2020 em meio aos efeitos da pandemia e passou por redução nos anos seguintes, alcançando R$ 321 milhões em 2021 e R$ 250 milhões em 2022. Em 2023, o valor caiu para R$ 53 milhões, voltou a crescer para R$ 344 milhões em 2024 e agora recuou novamente, fechando 2025 em R$ 174 milhões, considerando valores atualizados pelo IPCA.

No que diz respeito às negociações de jogadores, o time carioca arrecadou R$ 519 milhões em 2025, número superior aos R$ 113 milhões registrados em 2024 e aos R$ 334 milhões de 2023, representando o maior volume da série histórica em termos nominais. Ao mesmo tempo, os investimentos na aquisição de atletas também aumentaram, alcançando R$ 636 milhões no período, acima dos R$ 435 milhões de 2024 e dos R$ 301 milhões de 2023.

De acordo com o balanço, o nível elevado de receitas com transferências está associado à valorização de jogadores formados nas categorias de base. Também está ligado à realização de operações estratégicas envolvendo direitos econômicos de atletas do elenco profissional, o que contribuiu para o resultado financeiro do período.

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