Indústria

Botafogo acusa Lyon de não pagar dívida e cobra milhões na Justiça

SAF aponta quebra de acordo em operação financeira dentro de grupo multiclubes

Foto: Vitor Silva/Botafogo

07 de abril de 2026

2 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A SAF do Botafogo levou à Justiça uma disputa financeira envolvendo o Lyon e a estrutura multiclubes liderada por John Textor
  • O clube afirma ter mais de R$ 700 milhões a receber após uma série de operações realizadas entre março de 2024 e março de 2025
  • No centro da controvérsia está um empréstimo de R$ 323 milhões contraído pela SAF alvinegra junto ao Banco XP

A SAF do Botafogo levou à Justiça do Rio de Janeiro uma disputa financeira de grandes proporções envolvendo o Lyon e a estrutura multiclubes liderada por John Textor.

Em duas ações protocoladas, o clube carioca afirma ter mais de R$ 700 milhões a receber após uma série de operações realizadas entre março de 2024 e março de 2025, conforme divulgado pelo O Globo.

No centro da controvérsia está um empréstimo de R$ 323 milhões contraído pela SAF alvinegra junto ao Banco XP. Segundo os documentos apresentados, o valor foi obtido exclusivamente para ser transferido ao clube francês, que atravessava uma grave crise financeira e corria até risco de rebaixamento no período.

De acordo com a ação, o montante representa mais que o dobro da receita anual do Botafogo em 2022, evidenciando o peso da operação para as finanças do clube. Ainda assim, a diretoria optou por assumir o endividamento com base no modelo de “caixa único” adotado pelo grupo Eagle Football, que prevê compartilhamento de recursos entre as equipes sob o comando de Textor.

A SAF sustenta que não apenas repassou receitas próprias, como premiações, patrocínios e vendas de jogadores, mas também recorreu a crédito bancário para apoiar o Lyon. O empréstimo, formalizado por meio de uma Cédula de Crédito Bancário, teria sido integralmente transferido ao clube europeu logo após sua contratação.

Além do valor principal, o Botafogo afirma ter ficado responsável pelo pagamento dos juros da operação, que atualmente somam cerca de € 7,6 milhões (aproximadamente R$ 41 milhões). Segundo a ação, havia um compromisso do Lyon de arcar com esses encargos, o que não teria sido cumprido.

As duas ações judiciais apresentadas pelo Alvinegro cobram tanto os valores emprestados diretamente quanto repasses feitos dentro da estrutura financeira do grupo.

Somadas, as cifras ultrapassam R$ 700 milhões, elevando a disputa a um dos maiores imbróglios recentes envolvendo clubes ligados ao modelo de gestão multiclubes no futebol internacional.

O caso agora será analisado pela Justiça, enquanto expõe os riscos e a complexidade das operações financeiras compartilhadas entre equipes que fazem parte de um mesmo conglomerado esportivo.

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