- A SAF do Botafogo entrou com pedido de recuperação judicial para reestruturar suas finanças e garantir a continuidade da operação.
- O movimento ocorre em meio a conflitos societários, tentativa de venda e dificuldades para viabilizar novos aportes.
- Mesmo com o cenário financeiro, o clube mantém atividades esportivas e prepara um plano para renegociação com credores.
A SAF do Botafogo protocolou, nesta quarta-feira (22), um pedido de recuperação judicial junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte de uma estratégia para reestruturar as finanças e preservar a operação do clube dentro do modelo implementado nos últimos anos.
No mesmo movimento, a gestão solicitou a suspensão temporária do direito de voto da Eagle Bidco, acionista majoritária, sob a justificativa de que sua atuação recente teria dificultado a entrada de novos aportes no negócio.
O cenário ocorre em meio a instabilidade administrativa. A Cork Gully, responsável pela condução do processo, colocou a SAF à venda no mercado internacional, com divulgação em veículos financeiros. Paralelamente, uma assembleia que discutiria um aporte imediato de R$ 125 milhões não foi realizada por falta de quórum, adiando decisões consideradas estratégicas para o curto prazo.
A recuperação judicial, prevista na legislação das SAFs, é utilizada como mecanismo para renegociação estruturada de dívidas, reorganização do fluxo financeiro e fortalecimento da governança. Segundo o clube, a prioridade é manter as atividades operacionais e honrar compromissos com atletas, funcionários e parceiros.
Apesar do movimento jurídico, o Botafogo destaca avanços recentes, como investimentos em infraestrutura e conquistas esportivas, incluindo títulos relevantes em 2024. Ainda assim, a frustração de receitas e a interrupção de aportes previstos impactaram o caixa, levando à necessidade de ajuste financeiro.
Mesmo com o processo em andamento, o clube informou que seguirá com suas operações esportivas normalmente, sem alterações no calendário. O próximo passo será a apresentação de um plano de recuperação aos credores, consolidando as medidas para reequilibrar a estrutura financeira.





