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Chelsea pagará R$ 156 milhões para demitir Rosenior; cifra compraria até 22 clubes europeus

Rescisão milionária do Chelsea transforma a demissão de Rosenior em operação comparável à compra de clubes

Foto: Getty Images

26 de abril de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • O Chelsea demitiu Liam Rosenior após apenas quatro meses no comando e poderá pagar £24 milhões (R$ 156 milhões) em multa rescisória ao treinador, valor previsto em contrato até 2032
  • Segundo levantamento do MKT Esportivo, a cifra seria suficiente para comprar até 22 clubes de pequeno e médio porte do futebol europeu.
  • A comparação inclui equipes das divisões inferiores da Inglaterra, Holanda e Portugal, com destaque para o Sheffield Wednesday.

O Chelsea demitiu o técnico Liam Rosenior na última quarta-feira (22), após apenas quatro meses no comando da equipe de Stamford Bridge, encerrando uma passagem marcada por instabilidade e resultados abaixo das expectativas. O treinador deixa os Blues após 23 partidas, com 11 vitórias, dois empates e 10 derrotas, desempenho agravado por uma sequência de cinco derrotas consecutivas na Premier League. A saída precoce, porém, traz um custo extraordinário: Rosenior deverá receber cerca de £24 milhões (aproximadamente R$ 156 milhões) em multa rescisória, valor previsto em contrato até 2032.

O montante impressiona não apenas pelo impacto nos cofres do clube, mas pela dimensão comparativa dentro da indústria do futebol. Levantamento do MKT Esportivo, com base em comparáveis de mercado, registros financeiros e dados do Transfermarkt e da Deloitte Football Money League, indica que, Rosenior poderia comprar até 22 clubes de pequeno e médio porte do futebol europeu com o valor da indenização.

Entre os casos mais emblemáticos aparece o Sheffield Wednesday, tradicional clube inglês recém-rebaixado à terceira divisão com 13 rodadas de antecedência e mergulhado em dificuldades financeiras.A equipe chegou a ser colocada à venda por £47,8 milhões (R$ 311 milhões), mas, diante da pressão da torcida e da crise financeira, propostas na casa de £18 milhões (R$ 117 milhões) passaram a ser consideradas, valor inferior à indenização devida pelo Chelsea ao treinador.

A projeção inclui ainda clubes das divisões inferiores inglesas, como Morecambe, Accrington Stanley, Barrow e Cheltenham Town, além de instituições historicamente tradicionais em dificuldades, como Oldham Athletic e Rochdale. Fora da Inglaterra, entram na comparação equipes como Boavista, de Portugal, e os holandeses Den Bosch e Excelsior Rotterdam, além de clubes da segunda divisão belga e escocesa que frequentemente operam abaixo dessa faixa de valuation.

Morecambe F.C. — £10 milhões (R$ 65 milhões)
Accrington Stanley F.C. — £12 milhões (R$ 78 milhões)
Newport County A.F.C. — £12 milhões (R$ 78 milhões)
Barrow A.F.C. — £13 milhões (R$ 84,5 milhões)
Colchester United F.C. — £15 milhões (R$ 97,5 milhões)
Harrogate Town A.F.C. — £18 milhões (R$ 117 milhões)
Tranmere Rovers F.C. — £18 milhões (R$ 117 milhões)
Swindon Town F.C. — £18 milhões (R$ 117 milhões)
Sheffield Wednesday F.C. — £18 milhões (R$ 117 milhões)
Cheltenham Town F.C. — £20 milhões (R$ 130 milhões)
Crewe Alexandra F.C. — £20 milhões (R$ 130 milhões)
Gillingham F.C. — £20 milhões (R$ 130 milhões)
Carlisle United F.C. — £20 milhões (R$ 130 milhões)

A comparação evidencia como indenizações no futebol de elite passaram a rivalizar com operações reais de compra e controle societário. Em um cenário de crescente volatilidade técnica na Premier League, onde trocas de comando geram custos milionários, o caso Rosenior reforça a escalada financeira associada às decisões esportivas.

Mais do que uma simples rescisão contratual, o pagamento simboliza como a indústria do futebol transformou treinadores, contratos e estabilidade técnica em ativos de altíssimo valor. No limite, a multa paga por um único treinador hoje pode equivaler ao preço de aquisição de múltiplos clubes profissionais, um retrato eloquente da dimensão econômica que cerca a Premier League.

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