- Contas de 2025 do Corinthians são aprovadas com déficit milionário e dívida bilionária
- Timão registra saldo negativo de R$ 143,4 milhões e passivo total de R$ 2,7 bilhões
- Redução da dívida foi registrada em relação aos números apresentados em novembro de 2025
Com 106 votos favoráveis e 66 contrários, o Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou o balanço de 2025 em sessão realizada na noite de segunda-feira no teatro do Parque São Jorge. O exercício do ano passado foi encerrado com resultado negativo de R$ 143,4 milhões, além de uma dívida bruta total de R$ 2,7 bilhões.
A análise dos números ocorreu em meio a divergências dentro do Conselho, refletidas no placar da votação, mas ainda assim resultando na validação das contas apresentadas pela gestão.
“É normal você ter dentro do Conselho Deliberativo votos a favor e votos contra. Foram colocadas em votação as contas. Fizemos uma coisa que nunca ninguém fez: nós limpamos as contas do Corinthians. Não ficou nada para trás. Tudo o que nós fizemos, o que estava a mais na prestação das contas, foi tirado fora. O que aconteceu hoje foi a realidade nua e crua. Essa é a realidade do Corinthians”, disse o presidente Osmar Stabile em entrevista coletiva na saída da votação.
Na parte final da reunião, membros da torcida organizada Gaviões da Fiel receberam autorização para entrar no Parque São Jorge e permaneceram posicionados na entrada do teatro onde ocorria a sessão.
Balanço financeiro do Corinthians em 2025
O relatório financeiro apontou receita operacional líquida de R$ 810,1 milhões, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 885,3 milhões, evidenciando o desequilíbrio nas contas.
Com a entrada de R$ 107,405 milhões provenientes de negociações de atletas, o resultado operacional ficou positivo em R$ 13,9 milhões. No entanto, ao incluir efeitos como depreciação, amortização e outros resultados fora da operação principal, o clube registrou o déficit de R$ 143,4 milhões no período.
A dívida total foi reduzida para R$ 2,7 bilhões, abaixo dos cerca de R$ 2,8 bilhões registrados até novembro de 2025, sendo composta por R$ 2 bilhões relacionados ao clube e R$ 642 milhões referentes ao financiamento da Neo Química Arena.
O relatório também destacou que o plano coletivo de quitação de débitos dentro da Câmara Nacional de Resolução de Disputas contribuiu para reorganizar o perfil das obrigações financeiras. Além disso, R$ 205,5 milhões de prejuízos acumulados de anos anteriores foram incorporados ao resultado negativo no patrimônio líquido.
O período analisado inclui parte da gestão de Augusto Melo, que deixou o cargo após processo de impeachment, inicialmente de forma provisória em 26 de maio e depois em definitivo em 25 de agosto. Com isso, Osmar Stabile assumiu a presidência e posteriormente foi confirmado no cargo pelo Conselho.





