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Corinthians define prazo para naming rights e avança em negociação com a Caixa sobre a Arena

Diretoria do Timão trabalha para concluir a definição em até três meses

Foto: José Manuel Idalgo/Agência Corinthians

27 de abril de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • Corinthians define prazo para naming rights e avança em negociação com a Caixa sobre a Arena
  • Diretoria do Timão trabalha para concluir a definição em até três meses
  • Negociação faz parte do plano do clube para reestruturar a dívida com a Caixa

O Corinthians voltou a se reunir com a Caixa Econômica Federal na última semana e deu novos passos nas negociações envolvendo os naming rights da Neo Química Arena. De acordo com informações do Meu Timão, as conversas evoluíram com foco em uma possível revisão do acordo atual. Internamente, a diretoria trabalha com a expectativa de definir os próximos passos em um prazo de até três meses.

Esse avanço ocorre após o clube iniciar um processo de análise mais aprofundada do ativo. Para isso, o Alvinegro contratou uma empresa especializada para realizar o valuation da arena, buscando entender se os valores atualmente praticados estão de acordo com o potencial de mercado do estádio. A medida serve como base para embasar as tratativas em andamento.

Do lado da Caixa, o caminho foi semelhante, mas com obstáculos ao longo do processo. O banco chegou a ter um prazo inicial encerrado durante a fase de licitação e, até março, ainda não contava com uma empresa responsável pelo serviço. Esse cenário mudou recentemente, o que contribuiu para a retomada das conversas.

Os valores discutidos seguem sem divulgação, mas a intenção do Corinthians é utilizar a negociação como meio para equacionar a dívida contraída com o próprio banco estatal na construção da arena, que atualmente gira em torno de R$ 660 milhões.

Outro fator que pode destravar o acordo está ligado à revisão das condições contratuais vigentes. A redução da multa para uma eventual rescisão antecipada surge como elemento relevante nesse contexto. Em definição tomada em agosto de 2025, ficou estabelecido que essa penalidade seria reduzida de forma progressiva, até alcançar aproximadamente R$ 50 milhões, o que tende a facilitar eventuais mudanças no contrato.

O vínculo atual com a Hypera Pharma, assinado em setembro de 2020, estabelece o pagamento de R$ 300 milhões ao clube, distribuídos em 20 parcelas anuais de R$ 15 milhões. Com a aplicação de correção baseada no IGP-M, esse valor anual foi reajustado e hoje está próximo de R$ 21 milhões. Nos bastidores, já se discutia a possibilidade de um novo contrato com valores significativamente superiores, podendo triplicar o montante atual e com duração estimada em dez anos.

Em paralelo, o Corinthians já iniciou o cumprimento das obrigações financeiras previstas para 2026. O Timão efetuou o pagamento da primeira parcela trimestral do ano, no valor de R$ 28 milhões, dentro de um total aproximado de R$ 115 milhões que deverá ser quitado ao longo do período, conforme o acordo de refinanciamento firmado em 2022.

Somado a isso, a gestão da Neo Química Arena passou por mudanças, com a entrada da Asarock Asset Management e da Genial Investimentos CTVM no lugar da REAG/Arandu Investimentos. A empresa anterior foi alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Gaeco, em ação conjunta com a Receita Federal e com apoio da Polícia Federal, no âmbito da Operação Carbono Oculto.

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