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FIFA endurece regras e prevê expulsão por insultos com boca coberta

Medida aprovada em congresso passa a valer na Copa do Mundo e amplia punições por conduta antidesportiva

Foto: Valter Gouveia/ Sports Press Photo/ Getty Images

29 de abril de 2026

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⚡ Jogo Rápido
  • A FIFA anunciou um pacote de mudanças que visam endurecer o combate a comportamentos antidesportivos dentro de campo
  • A principal novidade é a adoção do cartão vermelho para jogadores que cobrirem a boca ao dirigir insultos a adversários
  • A decisão foi tomada durante o 76º congresso da entidade e surge em meio a um contexto de maior pressão por medidas contra atitudes abusivas no futebol

A FIFA anunciou um pacote de mudanças disciplinares que promete endurecer o combate a comportamentos antidesportivos dentro de campo.

A principal novidade é a adoção do cartão vermelho para jogadores que cobrirem a boca ao dirigir insultos a adversários, prática comum usada para tentar esconder ofensas durante partidas.

A decisão foi tomada durante o 76º congresso da entidade, realizado no Canadá, e surge em meio a um contexto de maior pressão por medidas contra atitudes consideradas abusivas no futebol. Episódios recentes envolvendo acusações de racismo e ofensas verbais reforçaram a necessidade de ações mais rigorosas por parte das autoridades esportivas.

Pela nova regra, qualquer atleta flagrado cobrindo a boca enquanto confronta outro jogador poderá ser expulso imediatamente pelo árbitro. A implementação está prevista para a Copa do Mundo de 2026, seguindo recomendação da International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do jogo.

Além dessa mudança, a FIFA também definiu punições mais duras para protestos contra decisões da arbitragem. Jogadores que deixarem o campo em sinal de contestação poderão ser expulsos, ampliando o controle sobre comportamentos considerados desrespeitosos. Em casos mais extremos, equipes que abandonarem a partida estarão sujeitas à derrota por W.O.

Um dos episódios que impulsionaram o debate envolve uma decisão controversa da Confederação Africana de Futebol (CAF), que concedeu o título da Copa Africana de Nações ao Marrocos após considerar abandono de Senegal, mesmo com a vitória senegalesa por 1 a 0 na prorrogação. O caso segue em análise na Corte Arbitral do Esporte (CAS).

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