- Indústria do turismo esportivo atinge US$ 274,5 bilhões nos Estados Unidos
- Levantamento da Sports ETA, relativo a 2025, mostra avanço do setor e impacto no emprego
- Copa do Mundo 2026 impulsionará ainda mais o segmento com até 3 milhões de turistas internacionais
O estudo “Estado Atual da Indústria”, divulgado pela Sports ETA em Las Vegas, apresentou um panorama recente do turismo esportivo nos Estados Unidos e apontou a dimensão econômica do segmento. De acordo com o relatório da associação, o setor alcançou impacto total de US$ 274,5 bilhões em 2025, refletindo a combinação de diferentes atividades ligadas a eventos esportivos e viagens.
Os dados reforçam o papel do segmento dentro da economia do país e indicam um cenário de expansão, impulsionado tanto por competições locais quanto por eventos de maior alcance.
“O turismo esportivo internacional representa uma das oportunidades mais significativas para a próxima década”, declarou John David, presidente e CEO da Sports ETA.
“Os destinos que pensarem globalmente e agirem estrategicamente estarão em posição de atrair novos visitantes, gerar novas receitas e obter maior visibilidade no cenário mundial”, completou.
O levantamento apontou que parte relevante desse impacto veio dos gastos diretos dos viajantes, que somaram US$ 111,2 bilhões. Esse movimento também contribuiu para a manutenção de cerca de 1,6 milhão de postos de trabalho. Além disso, resultou em US$ 20,5 bilhões em arrecadação tributária nos níveis estadual e local, evidenciando a abrangência do setor além do consumo imediato.
O relatório também detalha o volume de deslocamentos ligados ao esporte. Ao todo, foram contabilizados 339 milhões de viajantes, responsáveis por 191,8 milhões de pernoites em hotéis ao longo do período analisado. Dentro desse universo, 3,6 milhões vieram de fora dos Estados Unidos, gerando um aporte direto de US$ 6,3 bilhões na economia do país por meio de seus gastos durante as viagens.
A análise segmenta ainda os perfis de público entre participantes e espectadores. No primeiro grupo, os viajantes que se deslocam para competir ou praticar atividades esportivas responderam por US$ 60,1 bilhões em gastos diretos e impacto econômico de US$ 149,1 bilhões, com 227,6 milhões de pessoas envolvidas. Esse movimento sustentou mais de 880 mil empregos e gerou US$ 11,3 bilhões em impostos estaduais e locais.
Entre os espectadores, o volume chegou a US$ 51,1 bilhões em gastos diretos e US$ 125,4 bilhões em impacto econômico, com 111,4 milhões de torcedores viajantes. Esse fluxo foi responsável por manter mais de 730 mil empregos e gerar US$ 9,2 bilhões em arrecadação.
“Este relatório confirma o que nosso setor já entende há muito tempo: quando você combina esportes participativos e para espectadores, cria um poderoso motor econômico que funciona o ano todo, impulsionando o número de visitantes, gerando empregos e posicionando os destinos para o sucesso a longo prazo”, acrescentou David.
A projeção inclui eventos de grande porte, como a Copa do Mundo de 2026, que deve atrair entre 1,3 milhão e 3 milhões de turistas internacionais. Além disso, a expectativa é de até 10 milhões de visitantes nas cidades que receberão partidas do torneio organizado pela Fifa.
A entidade informou ainda que, a cerca de 50 dias do início do Mundial de seleções, 5 milhões dos 6,5 milhões de ingressos disponíveis ao público já foram vendidos.





