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MLS acelera expansão global e desafia hegemonia europeia em valor de mercado

Valorização das franquias, receitas comerciais e expansão internacional colocam a MLS em novo patamar na economia global do futebol

Foto:Getty Images

24 de abril de 2026

4 minutos de Leitura

⚡ Jogo Rápido
  • A MLS vive um ciclo histórico de expansão econômica e consolidação global
  • A MLS colocou 18 franquias entre os 50 clubes mais valiosos do mundo, com cinco equipes no top 20
  • O grande destaque é o Inter Miami, avaliado em US$ 1,45 bilhão (R$ 8,3 bilhões), já próximo em valor de mercado de gigantes europeus como Juventus e Milan.

A Major League Soccer vive um dos momentos mais fortes de sua história em termos de crescimento esportivo e valorização econômica. O avanço da liga se reflete no ranking mais recente da Sportico, que coloca 18 franquias da MLS entre os 50 clubes de futebol mais valiosos do mundo (sendo cinco delas no top 20 global). O dado reforça como a liga deixou de ser apenas um mercado emergente para se consolidar como um ativo relevante na economia internacional do futebol.

Esse movimento é impulsionado por uma combinação de fatores estruturais e comerciais. A chegada de Lionel Messi acelerou a exposição global da liga, elevou audiências, impulsionou receitas de bilheteria, patrocínio e merchandising e fortaleceu a percepção de valor da MLS no mercado internacional. O chamado “efeito Messi”, porém, potencializou uma trajetória que já vinha sendo construída por meio de um modelo de negócios sólido.

Diferentemente de ligas mais voláteis, a estrutura de franquias da MLS oferece previsibilidade financeira, maior controle de custos e valorização patrimonial dos clubes. Esse desenho ajudou a atrair investidores, sustentar a expansão do campeonato e fortalecer ativos estratégicos como estádios próprios, centros de treinamento e academias. Soma-se a isso o acordo global de mídia com a Apple, que ampliou a distribuição internacional da liga e abriu novas frentes de monetização.

A proximidade da Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canada e Mexico, também reforça esse ciclo de expansão. O torneio funciona como catalisador para investimentos em infraestrutura, crescimento de audiência e fortalecimento da cultura do futebol no mercado norte-americano, ampliando o potencial de receitas futuras da liga.

Nesse contexto, o Inter Miami aparece como símbolo dessa transformação. Avaliado em US$ 1,45 bilhão (R$ 8,3 bilhões), o clube ocupa a 16ª posição entre os times mais valiosos do mundo e lidera a MLS no ranking, à frente de Los Angeles FC, LA Galaxy, Atlanta United e New York City. A presença dessas cinco franquias entre as 20 primeiras evidencia a força econômica da liga e sua capacidade de competir em valor com clubes tradicionais da Europa.

O caso do Inter Miami chama atenção por simbolizar essa transformação. Fundado em 2018, o clube já aparece próximo de gigantes históricos como Juventus, Milan e Inter de Milão, sinalizando como potencial de mercado, força de marca e projeção de crescimento passaram a pesar cada vez mais na precificação dos ativos do futebol moderno.

Mais do que crescimento esportivo, a MLS vive um processo de reposicionamento global. O avanço das receitas comerciais, a valorização das franquias, a profissionalização da gestão e o aumento da relevância internacional indicam que a liga atravessa um ciclo raro em sua história (e cada vez mais sustentável). O ranking da Sportico reforça que a Major League Soccer já não é apenas uma promessa de expansão, mas um dos mercados mais dinâmicos e valorizados da indústria do futebol.

Top 20 clubes mais valiosos do mundo, segundo a Sportico:

Real Madrid — US$ 7,7 bilhões (R$ 44 bilhões)
Barcelona — US$ 6,65 bilhões (R$ 38 bilhões)
Manchester United — US$ 6,47 bilhões (R$ 37 bilhões)
Bayern Munique — US$ 5,78 bilhões (R$ 33 bilhões)
Liverpool — US$ 5,74 bilhões (R$ 32,8 bilhões)
Manchester City— US$ 5,7 bilhões (R$ 32,6 bilhões)
Arsenal — US$ 5,43 bilhões (R$ 31 bilhões)
Paris Saint-Germain — US$ 5 bilhões (R$ 28,6 bilhões)
Chelsea — US$ 4 bilhões (R$ 22,9 bilhões)
Tottenham — US$ 3,5 bilhões (R$ 20 bilhões)
Atlético de Madrid — US$ 2,5 bilhões (R$ 14,3 bilhões)
Borussia Dortmund — US$ 2,17 bilhões (R$ 12,4 bilhões)
Juventus— US$ 1,84 bilhão (R$ 10,5 bilhões)
Milan — US$ 1,66 bilhão (R$ 9,5 bilhões)
Inter Milão — US$ 1,62 bilhão (R$ 9,3 bilhões)
Inter Miami — US$ 1,45 bilhão (R$ 8,3 bilhões)
Los Angeles — US$ 1,4 bilhão (R$ 8 bilhões)
LA Galaxy — US$ 1,17 bilhão (R$ 6,7 bilhões)
Atlanta United — US$ 1,14 bilhão (R$ 6,5 bilhões)
New York City— US$ 1,12 bilhão (R$ 6,4 bilhões)

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