- As mulheres já ocupam 32% dos cargos executivos nas principais federações olímpicas de verão.
- O número mostra avanço, com 21 entidades acima de 30% de participação feminina.
- Ainda assim, a presença nos cargos de presidência e chefia segue baixa.
A presença feminina nos cargos de liderança do esporte internacional avançou nos últimos anos, mas ainda está distante de um cenário de equilíbrio nos postos de maior influência. É o que mostra o levantamento mais recente da Aliança Global pela Integridade do Esporte, que analisou a composição dos órgãos executivos das 30 federações vinculadas à Associação das Federações Internacionais Olímpicas de Verão.
De acordo com o estudo, as mulheres ocupam atualmente 32,02% das posições executivas nessas entidades. O percentual indica avanço em relação aos ciclos anteriores e reforça uma tendência gradual de maior participação feminina nos espaços de governança do esporte global.
Apesar do crescimento, o recorte evidencia que o comando das principais estruturas ainda permanece majoritariamente masculino. A presença de mulheres em cargos de presidência e chefia executiva segue limitada, especialmente nas posições com maior poder de decisão institucional.
Entre as federações analisadas, 21 já atingiram ou superaram a marca de 30% de participação feminina em seus órgãos executivos. O dado é visto como um sinal de amadurecimento em políticas de diversidade e renovação de lideranças dentro do esporte olímpico.
O principal destaque do levantamento é a World Athletics, que atingiu pela primeira vez a paridade de gênero em seu órgão executivo, com divisão de 50% para mulheres e 50% para homens.
Outras oito federações também se aproximam de um cenário de maior equilíbrio, com participação feminina entre 40% e 50%. É o caso da Fédération Équestre Internationale, que registra 47,62% de mulheres em cargos executivos; da International Table Tennis Federation, com 45,45%; e da World Rugby, que aparece com 41,67%.
Ao mesmo tempo, o estudo aponta um retrocesso em posições de topo. O número de mulheres na presidência de federações internacionais caiu nos últimos dois anos, assim como a presença feminina em cargos de CEO e secretaria-geral, o que indica que o avanço ainda não chegou de forma consistente às esferas mais estratégicas.
A leitura da entidade é de que a evolução nos quadros executivos precisa ser acompanhada de medidas estruturais para garantir continuidade. Entre os caminhos apontados estão políticas permanentes de diversidade, metas claras de inclusão, programas de mentoria e ações de desenvolvimento de lideranças.
O relatório também reforça que ampliar o acesso de mulheres a redes de formação e espaços de decisão será determinante para transformar avanços pontuais em mudanças duradouras dentro da governança esportiva.





