- O Palmeiras avalia deixar a Libra após discordar do acordo financeiro firmado entre o bloco e o Flamengo sobre receitas de audiência do Brasileirão.
- A diretoria liderada por Leila Pereira entende que a Libra se afastou do objetivo inicial de criar uma liga única para o futebol brasileiro.
- O clube analisa juridicamente os impactos de uma eventual saída antes do fim do contrato de transmissão vigente até 2029.
O Palmeiras passou a considerar oficialmente a possibilidade de deixar a Libra. A movimentação ocorre após o acordo firmado entre o bloco e o Flamengo sobre a divisão de receitas relacionadas à audiência no contrato de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista Igor Siqueira, do UOL.
Nos bastidores, a diretoria comandada por Leila Pereira avalia que a Libra se distanciou do propósito inicial de liderar a criação de uma liga unificada para o futebol brasileiro. Internamente, o entendimento é que o grupo passou a atuar prioritariamente como um bloco comercial para negociação coletiva de direitos de transmissão.
Diante desse cenário, o Palmeiras iniciou consultas jurídicas para entender os possíveis impactos de uma eventual saída da Libra, especialmente em relação ao atual vínculo de mídia firmado com a Grupo Globo, válido até 2029. Caso não existam barreiras contratuais relevantes, a tendência é de que o clube formalize o desligamento.
Apesar da insatisfação, o Palmeiras não trabalha, neste momento, com uma migração para a Futebol Forte União. A visão da diretoria é de que o caminho mais viável para a reorganização estrutural do Campeonato Brasileiro passa pela construção de uma liga única, tema que voltou a ganhar força após reuniões recentes promovidas pela Confederação Brasileira de Futebol.
O principal ponto de desgaste envolvendo a Libra é o acordo financeiro celebrado com o Flamengo para encerrar disputas judiciais relacionadas aos critérios de distribuição de receitas por audiência. Pelo entendimento firmado, o clube carioca receberá aproximadamente R$ 150 milhões adicionais até o término do atual contrato, em pagamentos anuais de R$ 37,5 milhões até 2029.
O Palmeiras se posicionou de forma contrária ao modelo aprovado, mas admite apoiar a assinatura do acordo caso essa seja a decisão da maioria dos integrantes do bloco. Internamente, a diretoria reconhece que parte dos clubes atravessa cenário financeiro delicado e depende do desbloqueio dessas receitas para manter equilíbrio nas contas.





