- Palmeiras é o 4º clube do mundo que mais arrecadou com a base nos últimos cinco anos
- Pesquisa aponta o clube brasileiro como o único do país no Top 10 em ranking com base nos últimos 10 anos
- Venda de Gabriel Jesus em 2016 marcou início de ciclo recente de negociações relevantes
Uma pesquisa divulgada pela CIES Football Observatory em abril apontou que o Palmeiras ocupa a quarta posição entre os clubes que mais arrecadaram com vendas de jogadores formados na base nos últimos cinco anos. O dado reforça o movimento observado ao longo da década, no qual o Verdão passou a figurar entre os principais formadores de atletas no cenário internacional.
O resultado do levantamento indica uma consolidação desse modelo, sustentado por investimento contínuo e presença frequente de jovens revelados nas negociações do mercado. Ao longo desse período, o clube ampliou sua participação nesse segmento e passou a competir diretamente com equipes europeias nesse tipo de receita.
No recorte analisado, o Alviverde soma € 289 milhões (R$ 1,7 bilhão) em transferências de jogadores formados internamente, ocupando o quarto lugar no ranking. À frente aparecem o Chelsea, com € 366 milhões (R$ 2,1 bilhões), o Manchester City, com € 318 milhões (R$ 1,8 bilhão), e o Aston Villa, com € 293 milhões (R$ 1,7 bilhão).
João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base, comentou o cenário destacando que recebeu os números de forma positiva e como reflexo de um trabalho construído ao longo dos anos. Ele também indicou que o desempenho também aumenta a responsabilidade por novos resultados.
“Desde o dia que chegamos, imaginamos isso: transformar o Palmeiras em uma potência na base, da forma que o clube se transformou mundialmente“, declarou ao ge.
“A gente só fica feliz, mas com mais cobrança e mais fome para continuar a ter essas metas e estar entre as melhores bases do mundo. Isso nossa torcida pode ficar tranquila que vamos estar sempre procurando se manter ou melhorar para ser Top 5 do mundo”, completou o profissional.
O estudo considera os valores totais das negociações, incluindo bônus previstos em contrato, independentemente de já terem sido pagos, além de percentuais relacionados a transferências futuras. Também classifica como clube formador aquele em que o atleta atuou por ao menos três temporadas entre os 15 e 21 anos. Internamente, o Palmeiras avalia que o número de jogadores e algumas transações de menor valor não foram totalmente contemplados no levantamento da CIES.
Quando o período analisado é ampliado para dez anos, o Verdão aparece na nona colocação, com € 356 milhões (R$ 2 bilhões), sendo o único representante brasileiro entre os 10 primeiros. Ao todo, o levantamento reúne 100 clubes, com outros nove brasileiros na lista: Flamengo, São Paulo, Santos, Fluminense, Grêmio, Corinthians, Vasco, Athletico-PR e Internacional.
O relatório também detalha a quantidade de atletas negociados: o Ajax lidera com 43 jogadores, enquanto o Alviverde aparece com 32, na 13ª posição. Entre os brasileiros, São Paulo e Flamengo registram 37 e 36 atletas, respectivamente, o que indica que o clube paulista alcançou volume relevante de receita com menor número de negociações em comparação aos pares nacionais.
Reestruturação impulsionou o boom nas categorias de base do Palmeiras
O processo de reorganização do Palmeiras começou entre 2013 e 2015, após o rebaixamento, durante o início da gestão de Paulo Nobre. Naquele período, o Verdão estruturou áreas específicas do futebol, com a chegada de profissionais como Alexandre Mattos e Cícero Souza no elenco principal, além de João Paulo Sampaio na base, com foco na formação de atletas.
A partir daí, houve mudanças internas relevantes, como o aumento do número de treinadores, a ampliação da rede de observação com presença em diferentes regiões do país e ajustes no modelo de trabalho.
Em 2016, o clube realizou a venda de Gabriel Jesus ao Manchester City, considerada internamente como um marco nesse processo. Nos anos seguintes, negociações como as de Endrick e Estêvão passaram a figurar entre as maiores do futebol nacional, além da transferência de Vitor Reis.
Para 2026, a meta estabelecida é atingir R$ 399 milhões com vendas de atletas, incluindo não apenas jogadores formados na base. Entre os nomes observados pelo mercado estão o jovem Eduardo Conceição, de apenas 16 anos, Heittor, destaque de 18 anos que compõe o time Sub-20, além de Allan, de 20 anos, que desde o ano passado faz parte do elenco profissional.
Os clubes de futebol que mais lucraram com vendas de jogadores da base nos últimos 10 anos
- Benfica – € 589 milhões
- Ajax – € 454 milhões
- Chelsea – € 442 milhões
- Lyon – € 423 milhões
- Sporting – € 417 milhões
- Manchester City – € 404 milhões
- Real Madrid – € 395 milhões
- Monaco – € 378 milhões
- Palmeiras – € 356 milhões
- Bayer Leverkusen – € 339 milhões.





