- O Real Madrid foi apontado pela Sportico como o clube de futebol mais valioso do mundo, avaliado em US$ 7,7 bilhões (R$ 44 bilhões).
- O ranking também destacou cinco franquias da Major League Soccer entre as 20 mais valiosas do planeta, lideradas pelo Inter Miami.
- O levantamento reforça o peso crescente de mídia, infraestrutura e ativos comerciais na valorização dos clubes.
O Real Madrid segue como o clube de futebol mais valioso do mundo. De acordo com levantamento da Sportico, a equipe espanhola foi avaliada em US$ 7,7 bilhões (cerca de R$ 44 bilhões), consolidando-se como uma das propriedades esportivas mais valiosas do planeta.
A liderança do clube merengue é sustentada por receitas recordes, força global de marca e expansão de ativos comerciais. O Real Madrid tornou-se o primeiro clube de futebol a superar €1 bilhão em receitas anuais (cerca de R$ 6,2 bilhões), impulsionado por patrocínios, direitos de mídia, bilheteria e novas fontes de receita ligadas à modernização do estádio.
Parte desse crescimento está ligada ao novo Santiago Bernabéu, reposicionado como uma plataforma de entretenimento e negócios. A reforma ampliou o potencial de monetização do clube com hospitalidade premium, grandes eventos e novas ativações comerciais para além dos dias de jogo.
O desempenho esportivo também sustenta o valuation (valor de mercado estimado do clube). Presença recorrente no topo da UEFA Champions League e da La Liga, o Real Madrid mantém elevado apelo comercial global e capacidade de geração de receitas.
No ranking, o clube aparece à frente de gigantes como Barcelona, avaliado em US$ 6,65 bilhões (R$ 38 bilhões), e Manchester United, com US$ 6,47 bilhões (R$ 37 bilhões), em um cenário que reforça como grandes clubes passaram a ser tratados cada vez mais como ativos globais de mídia, entretenimento e investimento.
Outro destaque do levantamento é a presença de cinco franquias da Major League Soccer entre os 20 clubes mais valiosos do mundo, movimento que evidencia o avanço comercial do futebol nos Estados Unidos. A principal representante é o Inter Miami, avaliado em US$ 1,45 bilhão (R$ 8,3 bilhões), impulsionado pelo efeito Lionel Messi, expansão internacional da marca e novas receitas comerciais e de mídia.
Também figuram no top 20, Los Angeles FC, LA Galaxy, Atlanta United FC e New York City FC, reforçando um modelo em que o valor dos clubes é sustentado não apenas pelo desempenho esportivo, mas por infraestrutura, ativos imobiliários, receitas centralizadas e potencial de expansão.
O caso do Inter Miami chama atenção por simbolizar essa transformação. Fundado em 2018, o clube já aparece próximo de potências tradicionais do futebol europeu como Juventus, AC Milan e Inter de Milão, sinalizando como potencial de mercado e projeção de crescimento passaram a pesar cada vez mais na precificação dos ativos do futebol.
O ranking da Sportico reforça, assim, duas tendências da indústria: a hegemonia financeira dos superclubes europeus liderados pelo Real Madrid e a consolidação da MLS como um ecossistema cada vez mais alinhado às grandes ligas esportivas americanas.
Os 20 clubes mais valiosos do mundo segundo a Sportico:
• Real Madrid — US$ 7,7 bilhões (R$ 44 bilhões)
• Barcelona — US$ 6,65 bilhões (R$ 38 bilhões)
• Manchester United — US$ 6,47 bilhões (R$ 37 bilhões)
• Bayern Munique — US$ 5,78 bilhões (R$ 33 bilhões)
• Liverpool — US$ 5,74 bilhões (R$ 32,8 bilhões)
• Manchester City — US$ 5,7 bilhões (R$ 32,6 bilhões)
• Arsenal — US$ 5,43 bilhões (R$ 31 bilhões)
• PSG — US$ 5 bilhões (R$ 28,6 bilhões)
• Chelsea — US$ 4 bilhões (R$ 22,9 bilhões)
• Tottenham — US$ 3,5 bilhões (R$ 20 bilhões)
• Atlético de Madrid — US$ 2,5 bilhões (R$ 14,3 bilhões)
• Borussia Dortmund — US$ 2,17 bilhões (R$ 12,4 bilhões)
• Juventus — US$ 1,84 bilhão (R$ 10,5 bilhões)
• Milan — US$ 1,66 bilhão (R$ 9,5 bilhões)
• Inter de Milão— US$ 1,62 bilhão (R$ 9,3 bilhões)
• Inter Miami — US$ 1,45 bilhão (R$ 8,3 bilhões)
• Los Angeles — US$ 1,4 bilhão (R$ 8 bilhões)
• LA Galaxy — US$ 1,17 bilhão (R$ 6,7 bilhões)
• Atlanta United — US$ 1,14 bilhão (R$ 6,5 bilhões)
• New York City — US$ 1,12 bilhão (R$ 6,4 bilhões)





